Cães possuem um olfato muito sensível, e essa habilidade é aproveitada para ajudar em resgates, encontrar drogas, eletrônicos e até farejar doenças. A aptidão também é uma ferramenta poderosa para proteger espécies selvagens que estão ameaçadas de extinção.

Com um projeto chamado Conservation Canines, a equipe de Samuel Wasser, diretor do Centro de Conservação Biológica da Universidade de Washington, treina cães de abrigos para procurar fezes de animais ameaçadas de extinção e ajudar a equipe a monitorar a situação deles.

De acordo com os idealizadores do projeto, os cães são 153% mais precisos na detecção de fezes pelo cheiro. Os cachorros que participam do programa já encontraram cocô de tigres, baleias, corujas-pintadas, ursos e ratos-do-pacífico – e eles são treinados com o mesmo método de cães farejadores.

Mas, afinal, para que encontrar as fezes desses bichos? Wasser explicou em uma entrevista ao KCPQ.com que a partir dessas amostras, os pesquisadores podem fazer uma análise da composição química e obter um quadro geral da saúde do animal – deste modo, é possível saber se o animal é uma fêmea grávida, se tem alguma doença ou está se alimentando adequadamente.

Atualmente, os cães do projeto estão ajudando os cientistas a estudarem a Pack Forest, uma região atual de 1.740 hectares no estado de Washington. Porém, desde 2006, Wasser e a pesquisadora Deborah Giles estudaram orcas do sul dos EUA, em perigo de extinção, ao redor das Ilhas San Juan, com a ajuda desses cães.

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