Cães farejadores, além de fofinhos, podem ser grandes heróis. Eles ajudam em resgates e são grandes aliados da polícia na busca por drogas ilícicas por exemplo. Nos Estados Unidos, alguns cachorros também farejam o cibercrime: eles estão sendo treinados especificamente para encontrar dispositivos eletrônicos.

• Temos novas evidências de que os cães ‘veem’ o mundo com seus focinhos
• Um cachorro sabe se ele é um bom garoto?

Não é qualquer cão farejador que é capaz de encontrar eletrônicos como celulares, HDs e até mesmo dispositivos pequenos como pendrives e cartões de memória. Segundo a CNET, que entrevistou uma treinadora da polícia, apenas um de 50 cachorros testados se mostrou apto a se tornar um cão detector de armazenamento eletrônico (ou ESD, na sigla em inglês).

Para treinar um cão ESD, foi preciso que o Laboratório de Ciência Forense de Connecticut descobrisse algum elemento químico comum aos dispositivos. Jack Hubball, químico do departamento, descobriu que a maioria dos dispositivos de armazenamento possuem um composto chamado óxido de trifenilfosfina.

Ao isolar esse composto, os treinadores da academia de polícia puderam ensinar aos cães o que deveriam procurar. A primeira farejadora ESD foi Selma, uma labradora treinada em 2012.

Os labradores são ideais para essa tarefa pois possuem focinhos longos e grandes, capazes de filtrar cheiros com muita precisão. Além disso, eles são grandes e bastante famintos – característica essencial, já que sempre é preciso dar uma recompensa para o cão quando ele encontra algum objeto relevante.

O vídeo abaixo (em inglês), mostra a labradora Harley em ação:

Os treinos já deram resultado: recentemente, um labrador chamado Bear encontrou um pendrive de um homem que armazenava pornografia infantil. A descoberta colaborou para a condenação do criminoso. Segundo a polícia, encontrar esses materiais ajudam no combate ao cibercrime, terrorismo, tráfico de drogas, entre outros crimes.

Há pelo menos 17 cães farejadores de eletrônicos nos Estados Unidos, de acordo com uma estimativa de Brett Hochron, detetive da polícia do condado de Westchester, em Nova York.

Definitivamente, nós não merecemos os cães.

[CNET]

Imagem: Skeeze/Pixabay