Os cachorros têm 50 vezes mais receptores olfativos que os humanos. Isso os torna grandes farejadores, capazes de detectar a presença de drogas, explosivos e até doenças no corpo humano.

Durante a pandemia de Covid-19, diversas pesquisas ao redor do mundo focaram na capacidade dos cães em farejar o Sars-CoV-2.

Claro, não é que o vírus tem um cheiro específico. Na verdade, a pessoa com a infecção pode ter seu odor corporal alterado pela doença, mas é algo tão sutil que apenas um grande farejador poderia sentir. 

Pensando nisso, cinco escolas em Massachusetts, nos Estados Unidos, começaram a utilizar cães no rastreio da Covid-19. Os animais em questão são Huntah e Duke, dois labradores treinados para reconhecer o cheiro de pessoas infectadas pelo vírus. 

Logo após as crianças deixarem as salas, corredores ou refeitórios, a dupla é levada aos locais para fazer a inspeção. Se o cão sentir o odor característico da doença em alguma mesa ou cadeira, ele para, senta e coloca a pata sobre o objeto. 

As crianças sempre estão em lugares fixos dentro das salas de aula e possuem seus próprios armários nos corredores. Já nos refeitórios, é utilizado um leitor de código de barras para registrar qual aluno estava em cada lugar. Dessa forma, fica fácil saber quem é o paciente apontado pelo animal e encaminhá-lo para a testagem. 

A ideia é tão interessante que já tem cientista querendo aplicá-la, só que sem o uso do animal. Veja bem, pesquisadores da Universidade de Durham, em parceria com a instituição Medical Detection Dogs, estão trabalhando em uma tecnologia baseada no olfato dos cães.

A ideia é criar um dispositivo capaz de detectar o vírus a partir de amostras do ar, assim como é feito pelos pets Huntah e Duke. Basta esperar para ver se a máquina vai superar o preciso focinho canino.