Usar um flash é o que separa os fotógrafos de pessoas que compraram uma boa câmera numa promoção da Black Friday. Fotografar com flash pode ser difícil. Existe teoria e alguma matemática por trás disso. Se você usá-lo incorretamente, as fotos vão ficar mais feias do que nunca. E a Canon espera que o seu novo flash 470EX-AI mude esse cenário.

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O 470EX-AI escaneia automaticamente o assunto e o cenário, mede a distância para o teto e então rebate o flash. Isso, teoricamente, deve dar a suas imagens um luz mais suave e bonita do que simplesmente apontar o flash e disparar – como a maioria das pessoas que não manjam sobre fotografia com flash iriam fazer.

A Canon deixou bem claro que o 470EX-AI não é um flash voltado para profissionais. É para pessoas que sabem o suficiente de fotografia a ponto de comprarem um flash, mas que não necessariamente saibam usá-lo por completo.

Ele faz todo o trabalho utilizando um laser, localizado próximo da lâmpada, o que significa que ele deve funcionar independente da iluminação do ambiente. Mas significa também que não funcionará se você cobrir a peça – seja com a sua mão ou com um difusor.

Obviamente este não é o flash inteligente super perfeito, mas é o primeiro flash full size que tenta rebater e ajustar automaticamente a luz, e isso é bem legal. Ele também é ajustável o suficiente, o que ajuda fotógrafos que estão em aprendizado. Existe um segundo modo, semi-automático, que permite escolher o ângulo do flash, que é mantido – não importa a posição da câmera.

Então, se você configurar para o flash para rebater a 45 graus e girar a câmera ou tentar fotografar em retrato, ele buscará automaticamente o ângulo original definido.

E você pode brincar de profissional se quiser. Ele tem um receptor ótico para funcionar com outros flashes.

O Canon Speedlight 470EX-AI deve estar disponível em abril de 2018 nos Estados Unidos, custando US$ 400 (cerca de R$ 1.300, em conversão direta). É quase o dobro do preço do Speedlight 430EX III-RT e apenas US$ 130 (R$ 420) mais barato do que o poderoso Canon Speedlight 600EX II-RT.

Você estaria pagando por um flash premium só para não ter que se importar com os ajustes manuais e aprender a rebater a luz.

Novas câmeras

A Canon anunciou duas novas câmeras, também. A primeira é a EOS Rebel T7, praticamente idêntica a Rebel T6. A única diferença é a contagem de megapixels. A T7 sobe dos 18MP para 24MP. A câmera estará disponível em abril, e assim como a T6, deverá ser vendida por cerca de US$ 550 (R$ 1.780).

A segunda câmera anunciada é de sua linha de mirrorless. A EOS M50 costuma estar entre as opções mais baratas dessa categoria. Ela também chega em abril, custando US$ 780 (R$ 2.500) só pelo corpo, o que é quase US$ 500 (R$ 1.620) mais barato do que a principal mirrorless da marca, a EOS M5. E ela ainda tem uma vantagem em relação ao modelo mais caro: é capaz de gravar vídeos em 4K. Ambas as câmeras possuem quase a mesma quantidade de megapixels. A M50 tem 24.1MP, enquanto a M5 tem 24.2.

Ela é superleve (pesa 390 gramas com bateria) e usa um novo processador digital, o Digic 8, para processar os vídeos 4K. É a primeira câmera não-DSLR da Canon que lida com 4K. É uma aposta da marca para conquistar vloggers – que demandam por câmeras leves, baratas e com uma ampla variedade de lentes e boa qualidade de vídeo.

Para quem não é vlogger, a M50 também é capaz de gravar vídeos a 120 quadros por segundo em 720p e fotografa 10 quadros por segundo.

A câmera oferece um novo tipo de RAW, o CRAW. O CRAW substitui o SRAW e MRAW e tem como objetivo ser um tipo de RAW para as pessoas que querem economizar armazenamento, mas ainda precisam da flexibilidade para o pós-processamento. A Canon afirma que uma imagem foi de 29.5MB em RAW para 18.5MB quando fotografada em CRAW.

A empresa não diz ainda como conseguiu chegar a um tipo de RAW mais compacto, mas é seguro assumir que tá rolando algum tipo de compressão aqui. E embora você tenha uma imagem melhor do que um JPEG, pode ser que a experiência não seja tão boa quanto um RAW. Sabe quando você consegue recuperar uma imagem subexposta ao editá-la em RAW? Provavelmente não vai dar para recuperar do mesmo jeito no CRAW. Mas não se preocupe, a M50 fotografa em RAW comum também.

Infelizmente, a Canon não permitiu que eu fotografasse em CRAW, apenas em JPEG (meu computador não teria como ler o arquivo, de qualquer jeito). Então não sabemos o quão bom ou ruim é o novo formato. Teremos essa avaliação apenas em abril, quando ela começará a ser vendida.

Imagem do topo: Alex Cranz (Gizmodo)