Mesmo quem não gosta de usar capinha no smartphone talvez queira abrir uma exceção para a FlexCase, sendo desenvolvida pela Microsoft Research e pela Universidade de Ciências Aplicadas da Alta Áustria. Quando aberta, ela funciona como uma touchscreen estendida para o seu dispositivo, e também pode ser flexionada para interagir com ele.

Circuitos piezelétricos dentro da capa são capazes de detectar toques, pressão, gestos de deslizar, e sabem exatamente como ela está sendo dobrada ou deformada.

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Por exemplo, em vez de usar dois dedos na tela para aumentar o zoom em um mapa, o usuário pode simplesmente dobrar o canto da capa para a frente ou para trás.

Todos esses gestos também podem ser traduzidos para atalhos, ou para formas alternativas de interagir com um app. Imagine navegar rapidamente por um e-book agarrando e dobrando a borda da capa, não muito diferente de como você pode agarrar as bordas de página em um livro real para folheá-lo.

E como a capa possui um display e-ink de baixa energia, ele pode servir como uma tela estendida para o seu smartphone. O conteúdo copiado para a área de transferência poderia ficar visível para colar rapidamente entre apps, ou você pode deixar um mapa com instruções curva a curva na capa, permitindo responder a um e-mail enquanto você vê para onde deve ir.

Por enquanto, a FlexCase é apenas um projeto de pesquisa – daí os cabos pendurados na parte inferior dela – que será apresentado na conferência Computer-Human Interaction em maio.

Mas, no futuro, esta tecnologia poderia chegar às nossas mãos na forma de capinhas que se tornam tão úteis quanto o próprio smartphone dentro dela. [FlexCase]