Dar suas compras para um funcionário passar no leitor de código de barras deve mesmo virar coisa do passado. O presidente do Carrefour, Noël Prioux, afirmou que a rede deverá testar um sistema de pagamento via celular que dispensa a passada no caixa.

• Por que a fila do caixa ao lado é sempre mais rápida que a sua?
• A história da origem dos códigos de barras



Com o Scan & Go, como é chamado o método, o cliente lê os códigos de barra dos produtos com a câmera do seu próprio smartphone. O aparelho também fica responsável pelo pagamento. É um sistema diferente do Amazon Go, por exemplo, que usa câmeras e sensores espalhados pela loja para identificar o que o consumidor pegou e fazer a cobrança automaticamente.

Segundo Prioux, a novidade deve ser testada em “quatro ou cinco lojas” ainda esse ano, como parte do processo de transformação digital da empresa. Levando em consideração que, pelo menos aqui em São Paulo, tem um Carrefour Express a cada esquina, opções não faltam.

O Scan & Go já funciona em alguns países. Na Espanha, existe desde 2010, mas com aparelhinhos próprios da loja. Este relato de uma imigrante americana no país (em inglês) comenta que os funcionários conferem o que foi escaneado antes de o cliente sair da loja.

Já na Polônia, o sistema opera com smartphones mesmo, como deve acontecer por aqui. Por lá, foi feita uma parceria com a MasterCard para usar a carteira virtual Masterpass como forma de pagamento. Mesmo se seu conhecimento do idioma polonês não for grande coisa, dá para entender como funciona nesse vídeo.

O Scan & Go também está presente em uma loja-conceito de Xangai, na China, chamada Le Marche.

O sistema deve encontrar consumidores sedentos por coisas desse tipo. Segundo uma pesquisa do Ibope, 87% dos entrevistados afirmaram que gostariam de comprar em supermercados sem caixa. Uma iniciativa do tipo veio da loja Zaitt, do Espírito Santo, que criou um sistema parecido com este que deverá ser adotado pelo Carrefour. Esperamos que isso diminua a raiva de sempre escolher a fila do caixa mais demorado.

[Reuters]

Imagem do topo: Ali Yahya/Unsplash