Por anos, os processadores da AMD têm sido sinônimo de baratos e razoáveis, mas têm dificuldade em concorrer com a Intel. Os chips APU mais recentes da AMD, chamados Carrizo, querem mudar isso.

Os Carrizo, a sexta geração de chips série A da AMD, devem chegar ao mercado até o fim deste ano e são destinados a laptops intermediários: dispositivos que custam entre US$ 400 – 800, não têm as melhores peças e possivelmente nem possuem um chip gráfico dedicado.

Para tentar se destacar da multidão, a AMD promete duas grandes mudanças com a geração Carrizo: maior duração para a bateria e um poderoso chip gráfico integrado. Parceiras como Asus, Acer, HP, Lenovo e Toshiba já trabalham com os novos chips.

O Carrizo é uma unidade de processamento acelerado, o que significa que ela possui núcleos de CPU e chip gráfico em uma única unidade — neste caso, quatro núcleos de CPU e oito núcleos de GPU, fabricados usando o processo de 28 nm (a Intel usa processos de 14 nm).

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Se acreditarmos nos números da AMD, a vida útil da bateria é mesmo impressionante: o dobro de tempo para reprodução de vídeos em comparação à geração anterior do processador — cerca de 5 horas a mais de reprodução de vídeos em 1080p.

Em parte, isso é graças ao baixo consumo de energia, mas a AMD também usou alguns truques para reduzir o consumo em tarefas específicas. Um processo de alta eficiência para decodificar vídeos HEVC torna a reprodução deles muito mais eficiente ao gastar menos energia; e os chips Carrizo são otimizados para o DirectX12, o que auxilia bastante nos benchmarks de jogos.

A revelação do Carrizo é um tiro certeiro para a AMD: um processador que melhora a performance e a vida útil da bateria é basicamente o santo graal da computação móvel. No entanto, resta saber se as promessas serão mesmo cumpridas, e se a AMD conseguirá vencer os processadores da Intel no mercado. [PC World]