Pela primeira vez desde 2008, o número de casas com microcomputadores diminuiu no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) 2015, divulgada hoje (25), pelo IBGE. A queda foi de 3,4% em relação ao ano anterior.

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Dos 31,4 milhões de domicílios com computador em 2015, 27,5 milhões (ou 40,5%) tinham acesso à internet na máquina. A quantidade de computadores com acesso em relação ao total recuou 1,6 ponto percentual.

Apesar disso, o acesso à internet aumentou no país, crescendo 7,1% em 2015. Aproximadamente 102 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade já acessaram a rede, representando 57,5% da população.

Embora a pesquisa não tenha obtido dados sobre os equipamentos utilizados para acessar a rede, a mudança reflete a substituição dos desktops e notebooks por smartphones e tablets. Um indicativo disso é o aumento de 2,5 milhões de pessoas com celular para uso pessoal de 2014 para 2015.

A professora de inglês Marilene dos Santos, 41 anos, substituiu o computador pelo smartphone quando o PC da casa quebrou, conforme disse à Agência Brasil. “Já quase não usávamos. Acho que quebrou por falta de uso. Tudo o que fazia nele, agora faço no meu celular de onde quiser. Acho que a tendência é esse bem deixar de existir”, disse.

O IBGE indica “o crescimento do acesso por meio de outros equipamentos e em outros locais que não o domicílio”.

O Centro-Oeste foi a região que teve maior crescimento no número de usuários de internet: 8,7%; em seguida veio a região Nordeste com aumento de 8,4%; Sudeste com 6,8% e Sul com 6,2%.

Apesar desses dados, a população do Nordeste é a que menos tem acesso à internet: 45,1%. A título de comparação, as regiões com maior porcentagem de pessoas com conexão: Sudeste (65,1%), Sul (61,1%), Centro-Oeste (64%) e Norte (46,2%).

[Agência Brasil]

Foto: Maik Meid/Flickr.