Carol Bratz, 63 anos, substituiu o co-fundador Jerry Yang no posto mais alto da empresa em 2009 (antes era CEO da Autodesk) e vinha enfrentando a descrença interna – sua aprovação entre os empregados era de 77% em 2009 e estava na casa dos 50%. Quando ela assumiu, estava claro que a empresa precisava de uma virada, mas ela não veio.

O Yahoo! surgiu em 1995 e até o fim dos anos 90, quando a internet funcionava como uma lista telefônica, era o rei das buscas. A empresa recebeu investimentos volumosos e foi fundo na bolha, chegando ao absurdo de comprar o Geocities por 3,6 bilhões de dólares em 1999. A bolha estourou, o Google cresceu (o Yahoo! tentou comprá-lo por US$ 3 bilhões em 2002) e desde então eles tentam diversificar os negócios, trocando diretores a um ritmo alarmante.



A Microsoft ainda tentou comprar o Yahoo por mais de US$ 44 bilhões de dólares em 2008. Olhando bem agora, com o valor da empresa na casa dos US$ 13 bilhões, era melhor ter aceitado. Nos últimos anos, a executiva tentou de todas as maneiras enxugar a empresa: o algoritmo de buscas e a publicidade ficou a cargo da Microsoft, o Yahoo! Shopping funcionava via Pricegrabber e o Yahoo! Personals, programa de relacionamentos bem forte nos EUA, era operado pelo Match.com. Funcionou para reduzir custos e aumentar marginalmente o lucro, mas a empresa ficou vazia.

O Yahoo ainda tem coisas importantes, como as suas páginas de acompanhamento de ações ou o Flickr, mas faltam ideias novas e legais. Boa sorte para Tim Morse, que era gerente financeiro e assume hoje como CEO. Ele terá um trabalho bastante difícil. A marca está aí, o endereço ainda é acessado, mas o que fazer com tudo isso?