Há uma corrida acontecendo, meus amigos. A corrida das redes sociais. Uma que só conta com dois corredores com chance de vitória, e que só começou de verdade quando o Google+ se pôs na pista. E, como numa partida de Super Mario Kart, nenhuma das duas vai poupar armas para chegar na frente.

Depois de rodar, explodir e cair na água com todas as suas investidas sociais anteriores, o Google finalmente conseguiu o cogumelo vermelho mágico da velocidade máxima com o Google+. Além de ser, de fato, a primeira rede social poderosa e cheia de recursos que o Google lançou desde o fracasso do Orkut (lembre-se que o Brasil não é o mundo), ela chegou num momento bom, em que uma parcela considerável das pessoas está meio de saco cheio do Facebook pelo modo com que ele lida com as suas informações pessoais. O usuário comum, aquele que ainda não criou o seu perfil no Facebook, ou criou com a ajuda de alguém e não usa porque considera muito complicado, também costuma ser mais aberto aos produtos do Google – que pelo menos é uma marca que conhecem e confiam.

Mas ele não é perfeito. Recursos como o Sparks foram mal explicados e implementados aparentemente pela metade, e elementos básicos do funcionamento de uma rede social são diferentes sem nenhum motivo aparente – quando você abre o seu stream, por exemplo, a atualização do topo não será necessariamente a mais recente, mas sim a última que recebeu um comentário. É uma decisão meio difícil de entender, sem contar que dá uma “vantagem injusta” aos seus amigos que tiverem a maior e mais participativa audiência.

Em seu evento na semana passada, onde foram reveladas as últimas novidades do Facebook, Mark Zuckerberg deu, ainda que indiretamente, a sua primeira opinião pública sobre o Google+. Ele disse que a primeira preocupação de qualquer concorrente deve ser construir seu “gráfico social” – em outras palavras, atrair um número de usuários que ao menos de aproxime dos 750 milhões que o Facebook já tem. Enquanto isso, o Facebook está na confortável posição de apenas trazer mais e melhores recursos para segurar os usuários que já têm.

E é isso que ele está fazendo. Há alguns meses, o Facebook integrou as mensagens particulares com o chat e deu um endereço de email para todos os usuários. O recurso não foi corretamente divulgado e muitos usuários nem parecem saber que têm um email @facebook.com, mas a atitude foi tomada e ainda pode ser explorada. Os jogos, que são um dos mais populares recursos do Facebook, também estão cada vez melhores. O novo Dragon Age é um bom exemplo, e com a eventual chegada daquilo que os rumores chamam de Project Spartan – uma espécie de Facebook App Store que distribuirá aplicativos web em HTML 5 –, pode ter certeza que haverá vários outros.

A melhoria do aspecto “chat” do Facebook, com a nova lista de contatos fixa na direita e o chat por vídeo, é apenas a última medida nesse sentido. É apenas a última casca de banana deixada por alguém que está em primeiro lugar, apenas tomando suas precauções para quem está atrás não se aproxime perigosamente.

Agora é acompanhar esta corrida para ver se o Google+ vai rodar ou está segurando um ameaçador, implacável e teleguiado casco vermelho. A parte boa é que, não importa qual dessas redes “vença” no final, nós podemos e sempre poderemos usar as duas.