Este corpo celeste é o W49B: é o que sobrou de uma supernova a 26.000 anos-luz de distância da Terra. Ele pode ser o local de nascimento de um novo buraco negro – região no espaço-tempo cuja gravidade impede que até mesmo a luz escape dela.

Cientistas criaram esta imagem usando dados do Observatório de Raios-X Chandra (azul e verde), os dados de rádio do observatório Very Large Array (rosa), e os dados de infravermelho do Observatório Palomar (amarelo).

Este pode ser o buraco negro mais recente já detectado em nossa galáxia: segundo a NASA, vemos da Terra o momento em que ele tinha 1.000 anos de idade. (Lembre que, como a luz viaja a cerca de 300.000 km/s, a luz de objetos a milhões de quilômetros levam milhares de anos para chegar até nós.)

Os cientistas estão um pouco confusos sobre o buraco negro, tentando descobrir como ele se formou. De acordo com o estudo, seu formato de barril em “raios-X e vários outros comprimentos de onda apontam para uma morte incomum desta estrela.”

A supernova é altamente distorcida: o material “próximo aos polos da estrela rotativa morta foi ejetado a uma velocidade muito maior do que o material que emana de seu equador”. Normalmente, as explosões de supernovas são simétricas, como abaixo, da supernova chamada SN1006:

blackhole (2)

Dá para ver que o W49B é bem diferente. Mas o que leva cientistas a concluírem que o W49B é um buraco negro?

Normalmente, as estrelas que viram supernovas criam uma estrela de nêutrons muito densa, e astrônomos conseguem detectá-la analisando pulsos de raios-X ou ondas de rádio. Mas os cientistas não encontraram nenhuma evidência de uma estrela assim. Por isso, eles acreditam que formou-se um objeto ainda mais exótico após a explosão – isto é, um buraco negro.

Caso você queira a imagem acima em resolução para papel de parede, clique no link a seguir: [NASA Marshall Space Center via NASA]