Aparentemente, o geneticista Teruhiko Wakayama não leu Jurassic Park, já que ele está trabalhando para criar uma tecnologia para clonar mamutes, tigres-dentes-de-sabre, cervos gigantes e leões das estepes a partir de material genético congelado. O DNA nas células submetidas ao permafrost fica extremamente danificado, sendo impossível usá-lo para clonagem. Até agora, porque Wakayama e sua equipe de pesquisadores usaram uma nova tecnologia para clonarem com sucesso um rato sadio a partir de uma carcaça que ficou congelada por 16 anos a -20°C. Agora ele está dizendo que clonar um mamute é possível, abrindo as portas para a realização do Parque Pleistoceno, um projeto que busca criar um santuário com estes e outros animais no norte da Sibéria:

 

Existem muitos desafios técnicos envolvidos no ressuscitamento de um mamute, mas nós mostramos que o método de transferência nuclear pode ser usado para criar clones saudáveis, mesmo quando as células animais foram danificadas por condições como a de permafrost.

 

O clone real do rato e o congelado

O professor de biologia Akira Iritani – da Universidade Kinki – é um dos principais membros do Projeto de Criação de Mamutes e coordenador do Parque Pleistoceno, mas deve estar pasmo com as palavras de Wakayama. E eu também. Porque, fora uma batalha entre um tiranossauro e um triceratops , não há nada no mundo que eu gostaria de ver mais que um bando de tigres-dentes-de-sabre caçando um mamute, ao vivo, na minha frente (sim, eu sei, em pouco tempo os tigres-dentes-de-sabre perceberiam que eu sou uma presa mais fácil e rapidamente mudariam o cardápio do jantar). [Pink Tentacle]