Cientistas já criaram miniciborgues a partir de células vivas e semicondutores, mas agora células biológicas também podem conter pequenos chips de silício, que podem se tornar sensores para monitorar atividade microscópica, levar remédios a células específicas ou até mesmo consertar estruturas celulares.

De acordo com a Nanowerk, descobriu-se através de experimentos que células humanas vivas podem ingerir ou receber injeções de chips de silício e continuar funcionando normalmente, na maior parte das vezes. As células testadas eram células HeLa: este é o primeiro tipo de célula humana imortal — ou seja, que pode se dividir por um número ilimitado de vezes — e que foi extraída de uma mulher que morreu de câncer em 1951. Mais de 90% das células HeLa com chips sobreviveram por uma semana depois de receberem a dose de silício.

Outros estudos testaram nanopartículas dentro de células vivas. Mas os chips de silício permitem uma integração mais fácil das partes eletrônicas e mecânicas, dizem cientistas do Instituto de Microelectrónica de Barcelona, na Espanha.

O estudo publicado no periódico com um nome apropriado, Small, abriu as portas para, possivelmente, colocar microprocessadores e outros dispositivos com silício em células. Isto pode levar a desenvolvimentos promissores tanto para a microcomputação, como para a medicina.

Isto também pode representar um pequeno passo em direção a realizar vários desejos do Pentágono revelados pela DARPA, incluindo criar seres sintéticos e controláveis com um botão genético para desligar. Talvez este pessoal que sonha com ciência maluca precisem pensar em algo menor que besouros ciborgues. [Nanowerk]