Você pode até dizer que isto é ressaca do 1º de abril, mas quando eu vi a folha de estanho que homens de aparência séria da Warwick Audio balançavam pra lá e pra cá para promoverem seu novo “alto-falante plano flexível”, eu ainda precisei que me convencessem direito.

Tanto a BBC News quanto a publicação científica PhysOrg continham informações sobre isso e a própria empresa possui um site que parece ser sério e legítimo, ou pelo menos não é engraçado o suficiente para ser uma piada. Ainda assim, o único “produto” que vemos em múltiplas imagens é uma inconfundível folha de estanho. Tá, digamos que eu tenho caído nessa, eis a descrição científica do PhysOrg:

A tecnologia FFL (alto-falante plano flexível) é um montagem cuidadosamente preparada de materiais finos, bons condutores e bons isolantes, resultando no desenvolvimento de um laminado flexível que, quando é estimulado por um sinal elétrico, vibrará e produzirá som.

O laminado alto-falante opera como um perfeito ressonador de pistão. Todo o diafragma então irradia em fase, formando uma fonte de área. A onda emitida pela superfície vibratória é uma fase coerente, produzindo uma onda plana com altíssima diretividade e visualização sonora bastante precisa.

Pra mim, isto significa que ele vibra como um alto-falante tradicional, mas somente nos comprimentos de onda mais apertados (não se comporta como as novas tecnologias de alto-falantes ao produzir descargas elétricas que estimulam moléculas do ar que estejam próximas, fazendo assim com que haja som sem vibração).

Então como isto poderia produzir um baixo profundo? O site da empresa reconhecidamente só promove a tecnologia para o uso em carros em salas de conferência, provavelmente como algum tipo de sistema de teleconferência.

É muito, muito difícil acreditar nisto, especialmente com aquelas fotos hilariamente sérias. De todo modo, fique ligado, porque se algum dia eles lançarem algo que se pareça com um hardware de verdade, pode ter certeza que eu escreverei a respeito. [PhysOrg and BBCNews via DVice]