Durante a pandemia de Covid-19, a ciência mostrou sua capacidade de avançar de forma rápida diante de emergências. As vacinas de RNA mensageiro, como as desenvolvidas pela Pfizer e Moderna, são provas disso. Agora, pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, querem utilizar a mesma tecnologia para desenvolver uma vacina contra o câncer de pele.

Ao tomar Sol, as pessoas ficam expostas à radiação ultravioleta (UV). A resposta do corpo é produzir melanina, como forma de proteger a pele contra queimaduras. É ela quem dá o aspecto bronzeado à pele após um dia de praia ou piscina.

Mas a exposição deve ter seus limites. Radiação demais pode levar ao estresse oxidativo, que aumenta os riscos de câncer de pele, como o melanoma. Esse, por exemplo, acaba acometendo as células responsáveis pela pigmentação da pele e pode se espalhar para outros órgãos, sendo considerado o tipo de câncer de pele mais grave.

Agora, os cientistas planejam desenvolver uma vacina capaz de estimular a proteção de uma proteína crítica para a rede antioxidante da pele, reforçando as defesas do organismo contra a doença. A proteína em questão é a TR1, abreviação para tiorredoxina redutase 1.

A TR1 oferece proteção contra espécies reativas de oxigênio que estão em busca de elétrons de moléculas nas células e podem danificar o DNA. O objetivo da vacina seria instruir as próprias células a produzir essa proteína, desencadeando resposta imune.

Por enquanto, foram feitos testes apenas em células de camundongos. Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Investigative Dermatology. Os pesquisadores explicam que, caso a vacina saia dos laboratórios, ela poderia ser aplicada anualmente em pessoas com risco aumentado de câncer de pele, como aquelas que trabalham ao ar livre.