O setor de e-commerce vem em uma crescente desde o início da pandemia, que obrigou mais pessoas a fazer compras pela internet. Como é de praxe, o salto nas compras acontece pra valer em datas e feriados comemorativos

Com a Black Friday às portas, lojistas estão confiantes como nunca. E não é sem motivo. Há estudos que projetam uma movimentação financeira ainda maior que a de 2020, ano em que os resultados do setor do comércio surpreenderam, principalmente, por conta do bom desempenho do e-commerce.

A data — que ocorre, tradicionalmente, no dia seguinte ao feriado de ações de graça nos EUA –, está no Brasil desde 2010 e se tornou o principal momento para o comércio. Em 2020, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a Black Friday movimentou aproximadamente R$ 5,1 bilhões, de acordo com um estudo da Neotrust/Compre&Confie. Isso significa um crescimento de 31% em comparação com o ano de 2019. Quem puxou a alta foram as vendas do e-commerce, que cresceram 41% em relação a 2019.

Para 2021, é esperado um novo crescimento em comparação com 2020. É o que aponta um levantamento realizado pela Ebit Nielsen, que estima um aumento de 26% em relação a 2020. O que pode ajudar a explicar isso é que, mesmo com o avanço da vacinação e relaxamento de restrições, muitas pessoas ainda têm receio de fazer compras presencialmente. 

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A ampla utilização do e-commerce nos últimos meses também serviu para diminuir um temor geral sobre golpes e fraudes no comércio eletrônico. As pessoas confiam mais nas compras realizadas pela internet, por isso, acabam optando pela comodidade e segurança de não precisar enfrentar aglomerações. De acordo com estudo realizado pela Conversion, 87% dos entrevistados afirmaram que devem aderir às promoções da Black Friday e 70% declararam que vão realizar suas compras por canais eletrônicos.