Atenção: potencial para cabeças explodindo a seguir. Um cientista no Observatoire de Paris basicamente inventou o GPS para viajantes interestelares. Simplesmente sintonize os sinais de rádio de quatro pulsares, faça uma matemática lá relacionada a relatividade (nós) e leia a sua posição galática — com precisão de um metro.

Faz sentido. O GPS, afinal de contas, é um sistema de satélites enviando sinais de rádio em intervalos regulares, que são triangulados por um receiver que deve, mesmo tão perto da Terra, levar em conta alguma relatividade. Assim como os satélites de GPS, as localizações dos pulsares são conhecidas, e também como os satélites, os pulsares pulsam (por isso o nome) a intervalos regulares, medidos em milisegundos. 

Bartolomé Coll e seu sócio Albert Tarantola determinaram que o ponto zero do teorético sistema de posicionamento pulsar seria meia-noite do dia primeiro de jneiro de 2001, no Interplanetary Scintillation Array, no Reino Unido. Uma homenagem, já que este foi o primeiro telescópio de rádio a captar pulsares. Uma vez que você esteja travado no ponto zero, sua espaçonave vai saber o seu posicionamento no espaço E no tempo, e possivelmente como desviar de estrelas e campos de asteroides quando for fazer aquele bendito salto hiperespacial. [Technology Review; imagem da NASA]