Você pode pensar que o filme “Armageddon” era só um mistureba de Bruce Willis, Aerosmith e Liv Tyler, mas há um fundinho de verdade ali! Se um asteroide gigante entrar em nosso caminho, nós já temos planos para explodi-lo pelo espaço. Entenda como.

Apesar de a NASA e de outras agências espaciais já terem mapeado a maioria dos asteroides próximos — repare bem no “maioria” — a possibilidade de um deles entrar em nosso caminho é o bastante para termos que nos preparar. Porque no fim das contas, mesmo com toda nossa tecnologia espacial avançada, uma rocha gigante pode acabar nos surpreendendo. E uma surpresa do tamanho de um asteroide nunca é uma boa surpresa. Então, sim, temos que considerar a possibilidade de explodir ele inteirinho.

Há outras opções, pelo menos no papel. Nós podemos forçar uma mudança de rota com outra nave, mandar um foguete bem no meio da fuça dele para que ele mude de direção, ou, bem, podemos até usar uma corda, né. A maioria desses “planos” parecem bem absurdos, então não é estranho que a opção “ok, vamos explodir logo isso” tenha ganhado mais foco científico. O formato ainda não foi testado (ufa!), mas infelizmente ele é o mais palpável nos tempos atuais. Porque pensando bem, nós temos um bocado de explosivos aqui na Terra. Mas nós temos ideia do que aconteceria se atingíssemos uma gigantesca granada espacial?

Felizmente, as mentes radioativas por trás do Laboratório Nacional Los Alamos, nos EUA, estão arranjando um jeito de responder a questão. No momento, eles estão usando um aparelho com 32 mil processadores para simular um ataque nuclear em um asteroide bicão. Na imagem acima, uma “fonte de energia nuclear” de um megaton atinge o asteroide Itokawa — com meio quilômetro de extensão. E aqui vêm as boas notícias! A explosão e o impacto subsequente foram o bastante para “mitigar” a ameaça ao nosso pequeno planeta. O que significa que ele não mataria todo mundo, né? Acho melhor usarmos dois megatons de uma vez. [Los Alamos]