Após o aumento dos casos de Covid-19, o governo chinês decretou lockdown de uma semana na cidade de Shenzhen. O município é conhecido como o Vale do Silício do país asiático, o que significa que grandes fornecedoras de tecnologia devem ser impactadas pela medida.

Foram registrados mais de 1.400 novos casos na China nesta segunda-feira (14), sendo este o maior surto do país desde o início da pandemia. Todas as companhias entrarão em regime home office, com exceção daquelas que fornecem alimentos, combustíveis, entre outros serviços essenciais. 

A Foxconn, uma fornecedora da Apple no país, está entre as empresas afetadas. No entanto, a produção global do iPhone não diminuirá mais do que 10%. A oferta do produto nas lojas, pelo menos por enquanto, também deve se manter.

Empresas brasileiras, como a Multilaser e Positivo, também vão sofrer os impactos do lockdown na China. Elas possuem laboratórios de validação e testes de componentes em Shenzhen, que devem ficar fechados até dia 20 de março, no mínimo.

Multinacionais que atuam no Brasil, como a Huawei e Lenovo, são outras que estão seguindo os protocolos de isolamento. Mas a primeira tem apenas sede em Shenzhen, com sua fábrica localizada em Dongguan. Dessa forma, a produção não deve sofrer impactos.

As montadoras Toyota e Volkswagen estão com parte de suas operações devido ao lockdown na China. Sem falar que Shenzhen é um importante porto de partida de contêineres, o que significa que a exportação do país também pode ficar emperrada.

Além do home office ser instituído, as autoridades suspenderam o transporte público. Os moradores da cidade estão passando por testes diários de Covid-19 para evitar a propagação do vírus.