O Saildrone Explorer SD 1045 não é um drone comum. Ele está mais para um “drone do mar”, especializado em situações em águas abertas. Nos últimos dias, ele capturou alguns momentos impressionantes de um furacão de categoria 4, chamado Sam, na costa leste dos Estados Unidos. O veículo lutou contra ondas de 15 metros e ventos de 193 quilômetros por hora. Veja imagens abaixo.

Desenvolvido pela empresa de mesmo nome, o “barco autônomo” foi uma iniciativa da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos EUA, para coletar dados mais específicos de uma das forças mais destrutivas da Terra.

Em um comunicado à imprensa, Richard Jenkins, fundador e CEO da Saildrone, disse que o “drone-vela” está indo aonde nenhum navio de pesquisa jamais se aventurou, navegando direto no olho do furacão, coletando dados que transformarão a forma como entendemos essas poderosas tempestades.

O Washington Post relata que mais três unidades do drone foram lançadas: uma delas no Caribe e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos e outras duas na costa da Flórida.

O veículo conta com uma “asa de furacão”, que permite operar entre rajadas fortes de vento. Os pesquisadores esperam que, coletando observações em tempo real para modelos matemáticos focados na previsão de furacões, eles consigam novos insights sobre como grandes e  ciclones tropicais crescem e se tornam mais destrutivos. 

O SD 1045 faz parte de uma frota de cinco Saildrones que operam no Oceano Atlântico durante a temporada dos eventos. Eles trabalham 24 horas por dia coletando dados para ajudar a entender os processos físicos dessas tempestades. 

Com essas informações, seria possível melhorar a previsão das ventanias. Além disso, a equipe espera que. ao ver de perto esse comportamento, eles consigam projetar modelos de segurança para diminuir perdas de vidas humanas em alto mar.

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Jenkins disse que o time está orgulhoso por ter projetado um veículo capaz de operar nas condições climáticas mais extremas do planeta. O Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da NOAA e o Laboratório Oceanográfico e Meteorológico do Atlântico estarão revisando os dados nos próximos meses, analisando as descobertas do projeto. Enquanto isso, a unidade Saildrone 1045 continuará sua missão perto do centro da tempestade mais forte da Terra.

[Smithsonian]