Nos últimos meses, surgiram rumores de que a Samsung poderá abandonar o Android e criar smartphones que vêm de fábrica com um novo sistema operacional, o Fuchsia. Mas que sistema é esse — e por que ele ameaça a soberania do Android?

Assim como Android, o Fuchsia também é desenvolvido pelo Google. Seu nome vem da cor fúcsia, e é um projeto descoberto ainda em 2016 em um repositório de códigos da empresa no GitHub. Segundo rumores, ele é um sistema operacional construído do zero, livre do kernel Linux e feito a partir de um microkernel chamado Zircon. Vale aqui um disclaimer: “kernel” é uma espécie de “cérebro” de um sistema operacional.

Segundo relatórios, o sistema operacional apresenta sinais de alta escalabilidade. Isso significa que ele poderia rodar tanto em dispositivos avançados, como celulares e computadores, quanto integrar hardware de carros, relógios ou mesmo sinais de trânsito. Ou seja: trata-se de um sistema bastante versátil, com uma maior facilidade de atualização.

Papo antigo

Não é de hoje que os rumores sobre a possível mudança da Samsung para o Fuschia circulam pela imprensa. Em maio de 2021, relatórios que com essas especulações ganharam corpo após Ice Universe, famoso especialista em vazamentos da Samsung, afirmar que é “muito possível” que a sul-coreana migre para a nova plataforma no futuro.

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Mas o sistema não é totalmente desconhecido do público. O próprio Google já mudou algumas coisas e vem usando o Fuchsia para sua linha de alto-falantes inteligentes. Então, ainda não se sabe o que acontecerá com o Android no futuro.

Essa mudança de sistema operacional — seja na Samsung quanto em outras empresas que também penem em migrar — ainda deve demorar alguns anos. Mas uma coisa é certa: o Android corre risco de acabar escanteado em algum momento.