O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, colocou seu país no mais alto possível nível de alerta no domingo (23). A decisão vem após o aumento drástico do coronavírus, oficialmente conhecido como COVID-19, na região. A designação permite que o governo isole cidades, restrinja viagens domésticas e proíba atividades públicas, entre outras medidas semelhantes às adotadas pela China para controlar a propagação da doença.

O anúncio de Moon vem à luz dos 602 casos confirmados de coronavírus e cinco mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o New York Times, em uma reunião de emergência de autoridades sul-coreanas para discutir o surto, o presidente afirmou que os próximos dias seriam um “momento crítico” para o país.

“O governo central, governos locais, autoridades de saúde e pessoal médico e todo o povo devem ter uma resposta total e organizada ao problema”, afirmou Moon.

O país tem o maior número de casos de coronavírus fora da China.

Mais de 300 dos casos confirmados de coronavírus da Coréia do Sul estão ligados à Igreja de Jesus Shincheonji em Daegu, uma cidade do sudeste de 2,4 milhões de pessoas. O Wall Street Journal relata que o prefeito da cidade disse às pessoas para ficarem dentro de casa e evitarem grandes reuniões. Ex-membros da igreja relataram que entre 8 mil e 9 mil pessoas participam de cultos na igreja de Shincheonji, um prédio de oito andares na cidade.

As medidas da Coréia do Sul são semelhantes às da China desde o início do surto. Em janeiro, a China proibiu seus cidadãos de fazer viagens internacionais e reservar pacotes de voos e hotéis no exterior. Durante o feriado do Ano Novo Lunar, muitas cidades cancelaram grandes reuniões públicas para impedir a propagação da doença. A China também trancou milhões de pessoas em suas cidades e vilas.

Em todo o mundo, a OMS afirma que existem 78.811 casos confirmados de coronavírus em 29 países. Houve 2.445 mortes na China e 17 mortes em outros países. A Itália está atualmente lidando com o maior surto de coronavírus da Europa: segundo o Times, já são 152 casos confirmados no país. Em resposta, as autoridades italianas determinaram que mais de 50 mil pessoas em dez cidades da região da Lombardia, no norte da Itália, não saíssem de suas casas.