Desde abril deste ano, os Correios efetuavam uma “cobrança emergencial” no valor de R$ 3 para entregas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Essa quantia deixará de ser cobrada no dia 16 de novembro.

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Carlos Roberto Fortner, presidente dos Correios, ressaltou que a cobrança não poderia ser interrompida de imediato pois os Correios têm contratos vigentes com as empresas de segurança, que precisariam ser rescindidos. As garantias trabalhistas, como aviso prévio, dos funcionários dessas empresas também precisam ser pagos.

A empresa alegava que o valor era necessário para pagar segurança privada, como escoltas armadas e vigilantes, devido ao grande número de roubos de veículos de carga e de assaltos a carteiros na cidade. Este ano, segundo dados apresentados na matéria da Agência Brasil, os números caíram:

Segundo ele [Fortner], de janeiro a setembro de 2018, comparado ao mesmo período de 2017, houve uma redução média nos roubos de 60%. Nas unidades dos Correios a queda foi de 50%, nos roubos a caminhões, 60%, e de 92% contra o carteiro a pé. Em números totais, foram 2.339 ocorrências contra os Correios nesse período no Rio em 2017 e 1.239 em 2018.

De acordo com o Observatório da Intervenção da Universidade Cândido Mendes (Ucam), os roubos de carga podem ter migrado da capital para o interior do Estado. A região de Rio Bonito e Tanguá, por exemplo, registrou um aumento significativo neste tipo de crime.

A taxa era só uma das medidas impopulares tomadas pelos Correios nos últimos anos. Junto com ela, a empresa anunciou um reajuste e entrou em rota de colisão com o Mercado Livre. A briga foi parar na Justiça, que limitou o aumento a 8%. Além disso, as encomendas internacionais passaram a sofrer uma cobrança de R$ 15. No ano passado, o e-Sedex, modalidade de entrega mais barata para compras online, já havia sido encerrado. Pelo menos dessa vez a notícia é boa.

[Agência Brasil]

Imagem do topo: Senado Federal (Flickr)