Uma criptomoeda inspirada em Round 6 está sendo negociada a U$$ 0,003 após seus criadores aplicarem um golpe nos investidores e sacarem toda a grana que ela movimentava — um montante que girava em torno de US$ 2 milhões.

O SQUID, nome que faz referência ao título original da série — Squid Game –, foi desenvolvido para ser utilizado em um jogo nos mesmos moldes da produção sul-coreana. A princípio, os jogadores investiram no game e apenas 10% dos valores seriam direcionados aos criadores do ativo digital, enquanto o restante iria para as recompensas dos vencedores.

A moeda se valorizou rapidamente, e foi de US$ 0,01 a mais de US$ 2.800,00 em pouquíssimos dias. Alguns portais, como o CoinMaster alertaram para a possibilidade de golpe, uma vez que os investidores poderiam comprar, mas não poderiam vender os ativos digitais e também pelo site da criptomoeda — que agora, curiosamente, está fora do ar. Além de repleto de erros de ortografia, o tal portal tinha uma aparência que não inspirava muita confiança.

O movimento de criadores de ativos digitais sacarem todos os valores das criptomoedas é conhecido como “rug pull”, literalmente uma puxada de tapete dos investidores. Com o golpe, estima-se que os criadores embolsaram pelo menos US$ 2,1 milhões.

O universo das criptomoedas é bem complexo e as fraudes não são tão simples de identificar à primeira vista. Os criadores do SQUID não foram os primeiros a se aproveitarem do sucesso de uma série de sucesso para aplicar golpes com ativos digitais.

No início do ano, criadores de uma criptomoeda chamada Mando, em referência a série The Mandalorian, da Disney, também aplicaram um rug pull nos investidores. Na ocasião, o ativo digital baseado na série do universo de Star Wars teve sua popularidade acelerada graças a anúncios e propagandas feitas por influencers entusiastas de criptoativos em aplicativos populares, como o TikTok. Mas, obviamente, eles não faziam a menor ideia de que estavam guiando seus seguidores para um golpe.

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No Brasil, um exemplo recente de fraude envolvendo moedas digitais é o caso de Glaidson Acácio dos Santos (o Faraó do Bitcoin), ex-garçom que chefiava um esquema de pirâmide. O esquema prejudicou centenas de investidores, que foram seduzidos por altos lucros. Após a fraude ser revelada em reportagem especial do Fantástico, da TV Globo, Glaidson foi preso — junto a outros 16 comparsas.