O Alibaba, maior varejista online da China, vai parar de vender máquinas de mineração de criptomoedas, de acordo com um anúncio publicado na última segunda-feira (27). A proibição ocorre após o governo chinês banir, na sexta-feira (24), todo o comércio de criptomoedas no país.

A nova proibição, divulgada primeiro pelo site Coindesk, está chamando atenção não só pelo banimento das vendas de máquinas de mineração de criptomoedas. Mas também porque isso inclui outras facetas do mercado de cripto, incluindo as próprias moedas e tutoriais de mineração.

O anúncio do Alibaba

Alibaba.com proibirá a venda de mineradores de moeda virtual, além da proibição de venda de moedas virtuais, como Bitcoin, Litecoin, BeaoCoin, QuarkCoin e Ethereum, que incluem, mas não estão limitados a:

1) Hardware e software usados ​​para obter moedas virtuais, como mineradores de Bitcoin;

2) Estratégias e software para obter moedas virtuais, como tutoriais de mineração.

A proibição entrará em vigor no dia 8 de outubro. Porém, vendedores terceirizados não enfrentarão consequências graves por quebrar as regras até o dia 15 de outubro.

O Alibaba não é apenas o maior varejista online da China, ele também tem subsidiárias em toda a Ásia, incluindo Aliexpress e Lazada.

A China tem reprimido de forma intensa as criptomoedas nos últimos anos, à medida que mais e mais evidências se acumulam sobre o quanto sua mineração prejudica o ambiente.

Os admiradores do bitcoin insistem que as criptomoedas não são tão ruins, e alguns mineradores ecológicos têm começado a encontrar maneiras não convencionais de tornar a tecnologia mais verde, incluindo um plano recente de abordar a indústria de energia nuclear — como apontou o Gizmodo nesta segunda-feira (26).

O governo central chinês não simpatiza com as criptomoedas há algum tempo, ainda que, em grande parte tenha, deixado os regulamentos sobre mineração na conta de governos locais.

Tudo mudou na sexta-feira (24), com a proibição total da criptografia na China. Ela torna extremamente difícil para os empresários da criptografia operarem no país.

Assine a newsletter do Gizmodo

Os defensores de cripto insistem que moedas como bitcoin e ethereum não reconhecem fronteiras, e que a proibição da China não pode impedir as pessoas de trabalhar.

Mas muitas pessoas que possuem criptomoedas no país o fazem interagindo bolsas interenacionais — sem contar com tokens em sua própria carteira.