Dicas do que assistir nas plataformas Disney+, Prime Vídeo, Netflix e Globoplay

O Gizmodo Brasil recomenda alguns títulos, como o novo sucesso da Disney e a série criminal sueca que está fazendo sucesso.

Imagem: Disney+/Divulgação

A cada semana chegam mais e mais novidades nos catálogos dos serviços de streaming de Netflix, Prime Vídeo, Disney+ e Globoplay. Por isso, o Gizmodo Brasil separou alguns títulos que podem interessar, como o novo sucesso da Disney e a série criminal sueca que está ganhando o público brasileiro. Confira:

Disney+

Raya e o Último Dragão

Anteriormente lançado no serviço exclusivo Premier Access — que vai ser o responsável por trazer os próximos grandes títulos da Disney, como o esperado Viúva Negra — o filme é a mais nova aventura animada do estúdio. Ao mesmo tempo que a obra lembra Mulan e Avatar: A Lenda de Aang, ela também consegue trazer elementos novos para sua história, especialmente no desenvolvimento da personagem Raya, que é dublada por Kelly Marie Tran (Star Wars: Os Últimos Jedi), a primeira atriz descendente do Sudeste Asiático a estrelar uma produção do Walt Disney Animation Studios.

Na história, somos apresentados ao mundo de fantasia de Kumandra, onde humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas, quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Passaram-se 500 anos até que esses mesmos monstros voltassem e agora a humanidade depende de Raya (Tran), uma guerreira independente que precisa encontrar o último dragão e acabar para sempre com os Drunn. É uma animação muito bem feita, especialmente pela sua finalização ter sido feita em home office, por conta da pandemia. Então, se você gosta de histórias que passam uma mensagem importante e ainda consegue se destacar por várias surpresas ao longo de sua narrativa, Raya e o Último Dragão é a nossa indicação de ouro.

Prime Vídeo

Se a Rua Beale Falasse

Baseado no quinto romance de James Baldwin, lançado em 1974, o filme aborda a história de um casal separado pela estrutura racista policial e governamental americana. Mesmo a história tendo sido escrita há mais de 40 anos, nada mudou. Com direção de Barry Jenkins, vencedor do Oscar de Melhor Filme por Moonlight, é uma das obras que vai te dar um belo soco no estômago do início ao fim, especialmente pelo poder das atuações de Stephen James, KiKi Layne e Regina King, que estão nos papéis principais.

Na trama, os jovens namorados Fonny (Stephan James) e Tish (KiKi Layne) são destroçados quando Fonny é injustamente preso pelo estupro de uma mulher porto-riquenha, devido às manobras de um policial racista. Enquanto busca justiça para Fonny, uma grávida Tish depende da ajuda de sua comunidade do Harlem, incluindo sua irmã, sua mãe Sharon e sua futura sogra. De todas as indicações desta lista, este é um filme que precisa ser assistido para além do entretenimento. Sua mensagem deve ser ouvida, vista e compreendida com muita atenção.

Netflix 

Dinheiro Fácil: A Série

Sim, esta lista está cheia de adaptações literárias. Inspirada no livro homônimo do autor e advogado de defesa criminal sueco Jens Lapidus, a série acompanha ao longo de seus seis episódios, três arcos principais diferentes: o primeiro é de Leya (Evin Ahmad), uma mãe solteira ambiciosa que está disposta a tudo para vender seu projeto para um grande investidor; o segundo mostra um matador profissional chamado Salim (Alexander Abdallah), que atua numa gangue comandada por Ravy (Dada Fungula Bozela). Por último, conhecemos o jovem Tim (Ali Alarik), que começa a vender cocaína para continuar a bancar seu estilo de vida em Estocolmo.

A série não tem medo em apostar na violência, além de mostrar uma Suécia que poucos conhecem, trazendo uma realidade mais triste e agressiva, especialmente quando somos apresentados as regiões suburbanas que permeiam a bela capital Estocolmo. Como o próprio título já entrega, cada personagem vai se concentrar em si e nos seus respectivos objetivos de alavancar a vida e conseguir dinheiro para realizar suas ambições, até que seus caminhos se entrelaçam e torna impossível continuar a se manter individualista. É aquela obra que vai colocar em cheque o ditado popular: “os sonhos têm um custo”.

Globoplay

Sanditon (1 Temporada)

Adaptações de obras da escritora inglesa Jane Austen sempre foram bastante aclamadas, como a série Orgulho e Preconceito de 1995 e o filme Emma de 2020. Mas sabe o que estas duas obras têm em comum? Elas conseguiram ser finalizadas pela autora. No caso de Sanditon, a história ficou inacabada com apenas em 12 capítulos pois a autora faleceu antes de seu término. Mesmo assim, a série que entrou para o catálogo do Globoplay consegue fazer um ótimo trabalho de adaptação e criação com o material existente.

Nesta primeira temporada, situada na era da Regência, após conhecer o entusiasta Tom Parker (Kris Marshall), a jovem Charlotte (Rose Williams) se muda da fazenda de sua família para a cidade de Sanditon, um lugar com grande potencial de se tornar um resort de luxo. E a partir deste ponto, começa a trilhar conflitos pessoais, especialmente ao conhecer Sidney Parker (Theo James). Como já no primeiro capítulo temos quase todo o livro adaptado, o roteiro seguiu por conta própria no restante da temporada. Contudo, não deixa de ser uma bela homenagem à autora e suas obras que tanto influenciaram nos romances que temos hoje, especialmente os históricos e de época.

Esquenta para o Oscar

O nosso indicado de hoje é o líder das indicações do Oscar de 2021, somando 10 categorias, dentre as principais da noite: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator. Quem assistiu ao filme clássico Cidadão Kane e sabe de todo o contexto e história por trás da obra, facilmente conseguiu visualizar algum proveito artístico, seja em um filme ou numa série. E foi assim que David Fincher (Garota Exemplar) decidiu produzir Mank, com patrocínio da Netflix: uma história que vai te apresentar os bastidores da criação do roteiro desta obra considerada uma das mais importante para a história do cinema.

Em resumo, a Hollywood da década de 1930 é retratada pelo olhar crítico do roteirista Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman), em meio ao trabalho tempestuoso para terminar o roteiro de Cidadão Kane junto de Orson Welles (Tom Burke). Neste filme fica claro duas coisas: Mankiewicz é considerado o verdadeiro responsável pelo roteiro e você vai precisar assistir a Cidadão Kane para conseguir captar alguns easter eggs que o diretor se preocupa em adicionar  cuidadosamente em algumas sequências. Uma das mensagens fortes que o filme deixa é o quanto o cinema pode ser transformador em um nível micro (nicho da obra) e macro (legado que Cidadão Kane deixou para o cinema). Vale conferir!

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