Depois do boato do Google Phone, o blog TechCrunch complementou-o com uma perspectiva interessante: é possível que ele possua apenas VoIP e plano de dados, sem um plano de voz tradicional. Parece o pior pesadelo das operadoras de telefonia móvel.

Mas eles lembram que a operadora americana AT&T já libera Windows Phones e Blackberries só com plano de dados (o que não vale para o iPhone), e que um celular apenas com dados e VoIP foi o que o Google propôs para a FCC (tipo a Anatel americana) quando participou de um leilão de rede sem fio há algum tempo.

O post inicial, de que seria lançado um celular do Google — um aparelho desenvolvido completamente pelo Google, rodando Android — foi visto com ceticismo pela imprensa. A maioria citou o executivo do Google, Andy Rubin, que disse que não iria "competir com os próprios clientes" lançando um celular próprio. Isto imita a estratégia da Microsoft para PCs e celulares, ao contrário do Xbox e do Zune, gadgets desenvolvidos internamente.

Mas tem uma diferença aqui, apesar da citação de Rubin: o Google não cobra nada pelo Android, então temos aqui clientes ou beneficiários do único sistema operacional móvel moderno que se pode licenciar? E de graça. Por exemplo, o Windows Mobile hoje é terrível e custa grana, e o com Symbian hoje, não dá. A RIM não licencia o Blackberry OS. E será que o Google se importaria em perder alguns pontos percentuais de participação de mercado? Eu acho que não. Isso nem se aproxima do negócio principal deles, mas quando alguém entra na internet, o Google quer ganhar dinheiro. Neste caso, o Google ganha não por licenciar mais sistemas operacionais para serem usados em celulares, mas no fato de que mais celulares estão sendo produzidos, não importa a plataforma. Isso sim, é poder de dar medo. [Techcrunch]