Lá quando foi lançado, em 1989, o De Volta para o Futuro 2 previa um mundo em 2015 com (muita) tecnologia. De carros e skates voadores a coisas hoje em dia comuns, como as telas planas e as videoconferências. Aqui, então, já fica um spoiler: a trama em que Doutor Brown (Christopher Lloyd) e Marty McFly (Michael J. Fox) partem de 1985 para o futuro fez algumas profecias corretas; outras nem tanto assim – e olha que já estamos partindo para o fim de 2019.

Pensando em analisar os erros e acertos do filme, o Gizmodo Brasil, em parceria com o Telecine, reuniu algumas das tecnologias que viraram realidade, as que não se tornaram ainda e também as que nem sequer foram citadas em De Volta para o Futuro 2, mas que hoje já não vivemos mais sem. Confira o resultado!

O que virou realidade

Casas inteligentes

Em uma das cenas, a porta da casa da família McFly é aberta com a impressão digital e as luzes se acendem com o comando de voz. As casas inteligentes já são uma realidade: fechaduras biométricas e serviços para controlar luz e temperatura por meio de smartphones estão por aí, por mais que ainda não sejam super acessíveis.

Jogar videogame sem as mãos

Em um momento do filme, Marty mostra ao Elijah Wood (sim, o ator que fez Frodo, em Senhor do Anéis, fez uma ponta no clássico da década de 80 quando era criança) como funciona um jogo de fliperama em que é preciso usar uma arma de brinquedo para acertar os personagens. Hoje o que não faltam são tecnologias que permitem jogar videogames com sensores.

Wearables

O filme não previu exatamente um Google Glass, um Microsoft Hololens ou o Oculus Rift do Facebook. Mas os personagens usam um óculos em que é possível ver vídeos e receber ligações, o que se assemelha aos já existentes.

Drones

Os drones mostrados em De Volta para o Futuro 2 fazem apenas aparições rápidas, mas são muito atuais. Hoje, o uso desses aparelhos é bem comum e já foi bastante popularizado em diversos segmentos empresariais.

Ah, claro, vale dizer que o drone-repórter do filme e o drone-passeador de cachorro ainda não estão disponíveis. Nesse caso, meu emprego agradece.

Pagamento via celular

Nos últimos anos, surgiram diversos apps para pagar compras pelo seu smartphone (Samsung Pay, Google Pay, Apple Pay…). No entanto, embora tragam segurança e praticidade, ainda são pouco usados no país.

Tênis que se amarram sozinhos

Essa, provavelmente, deve ser a maior novidade da lista que se tornou realidade, principalmente porque foi de 2015 para cá. O HyperAdapt 1.0, tênis da Nike com sistema de amarração automático, foi lançado em dezembro de 2016 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em maio do ano passado. No entanto, infelizmente, tão impressionante quanto sua tecnologia é o preço por aqui: R$ 3.499,90.

E aqui estão outras previsões acertadas, mas que já eram bem comuns lá em 2015 mesmo: comando de voz, videoconferência, telas planas, câmeras digitais superfinas, tablets, computadores por toda parte, cinema 3D e a morte dos LDs e dos CDs.

O que não virou realidade

Hoverboard

A famosa cena do skate voador não se tornou (completamente) realizada. Bem que tentaram criar um igual. Mas, por enquanto, o mais perto que se chegou de um Hoverboard é um skate que funciona com levitação magnética.

Carros que voam

A tecnologia de carros sem motoristas já é palpável. Mas carros que voam ainda são ficção científica.

Conversor de energia

O conversor de energia Mr. Fusion, que transforma lixo em combustível para o carro, ainda não é viável também. Nesse caso, uma pena!

A jaqueta de Marty

Definitivamente, as roupas de hoje ainda não têm todas as funções do casaco cinematográfico, por exemplo, o secador interno. Mas nem tudo está perdido: alguns pioneiros já estão fazendo experiências, como encaixar eletrônicos nos tecidos das roupas.

Olha, na verdade, não faltam inovações para os cientistas e desenvolvedores correrem atrás. A previsão do tempo ainda não diz para o usuário que horas exatamente vai parar de chover; o sistema Judiciário não julga um caso em duas horas; a pizza desidratada que se transforma em uma pizza de verdade com um pouco de água não é realidade; e não, não temos robôs atendentes eficientes, por mais que a robótica esteja cada vez mais presente em nossas vidas.

O que não foi nem previsto

Internet

O filme foi lançado em 1989, mesmo ano em que Tim Berners-Lee publicou o artigo que marcou o nascimento da “World Wide Web”.

Celular

Ninguém no De Volta para o Futuro usa um celular. Quem dirá um smartphone. Talvez este tenha sido o maior erro do filme, já que hoje o smartphone é praticamente uma extensão do corpo humano.

Streaming

Com a ausência das previsões envolvendo a internet e o celular, fica completamente improvável o aparecimento do streaming em De Volta Para o Futuro. Mas hoje esse serviço faz tão parte das nossas vidas que não podemos deixá-lo de fora também. Afinal, quem não gosta de assistir a um filme no dispositivo que quiser, na hora que quiser e onde quiser?

Por sinal, se depois dessa lista você ficou com saudades de assistir de De Volta para o Futuro, corra para o Telecine direto pela internet. Isso mesmo: agora o Telecine também é streaming. Ao todo, são mais de 2.000 títulos, incluindo uma cinelist especial para esse sucesso dos anos 80.  Além disso, o serviço conta com três telas simultâneas e até cinco dispositivos cadastrados. Tudo isso por R$ 37,90 por mês. E o melhor: você pode testá-lo por sete dias gratuitamente e, se precisar cancelar, pode o fazer quando quiser. Assine já!