Pedir para a Apple quebrar a segurança do iPhone é tão ano passado. Agora, a polícia tem uma nova ideia high tech: fazer uma impressão 3D do dedo de um homem morto para desbloquear um smartphone.

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O professor Anil Jain, da Universidade do Estado de Michigan — que tem seis patentes registradas de reconhecimento de impressões digitais — disse ao Fusion que a polícia foi até seu laboratório para pedir ajuda em uma investigação. Eles escanearam as impressões digitais da vítima antes de prendê-la e achavam que ao desbloquear o seu telefone (modelo e fabricante não foram revelados) poderiam ter pistas sobre quem foi o autor do crime.

Jain e o estudante Ph.D Sunpreet Arora já fizeram 10 impressões digitais usando o que foi captado pela polícia e as colocaram em uma camada de partículas metálicas para imitar a pele e torná-las mais fácil de ler. Os dedos impressos ainda não estão finalizados, mas eles já estarão prontos para a polícia tentar usá-los em algumas semanas.

A legalidade disso ainda não está definida, mas este caso é uma prova de que impressões digitais, ainda que sejam bacanas para desbloquear um smartphone, não são um meio muito seguro para proteger nossos dados.

Não que isso seja importante para um homem morto. No entanto, impressiona que em 2014, em um outro caso, um juiz solicitou que as impressões digitais de suspeitos poderiam ser necessárias para desbloquear um telefone. Embora a quinta emenda da Constituição dos Estados Unidos fale do o direito de não produzir provas contra si e proíbe que alguém ceda suas senhas, informações biométricas, como impressões digitais, não estão especificadas na lei.

Talvez seja hora de voltar a usar o bom e velho bloqueio por números.

[Fusion, Wall Street Journal]

Foto do topo por Andi Saleh/Flickr