Você pode estar se perguntando “Por que diabos o LinkedIn, o purgatório das mídias sociais, decidiu disponibilizar uma função Stories?” O LinkedIn fez a mesma pergunta a si mesmo menos de um ano após estrear a ferramenta. Aparentemente, a rede social concluiu que não havia uma boa explicação para a decisão de seguir, sem pensar duas vezes, a onda dos apps que anunciaram o recurso nos últimos tempos.

A função Stories, popularizada pelo Snapchat antes de ser copiada pelo Instagram, Facebook e Messenger, WhatsApp, Google, YouTube, Skype, Spotify, e TikTok, envolve pequenos trechos de conteúdo que são apagados automaticamente para o público após um certo tempo. De acordo com a consultoria AdGe, o LinkedIn anunciou, em um comunicado na última terça-feira, que vai desabilitar o formato no final de setembro, e começou o processo de notificar anunciantes e todos os usuários que conheciam o recurso desde o início de sua morte iminente.

O comunicado diz que o LinkedIn, em vez de seguir com os Stories, vai passar a adotar outro “formato de vídeo curto e interativo”, que se espera, mas não se pode garantir, que cause um pouco menos de vergonha-alheia:

A partir de 30 de setembro de 2021, removeremos a ferramenta de Stories atual e usuários não poderão mais criar Stories nas páginas. Qualquer anúncio em foto ou vídeo que você planejou para os Stories irá, em vez disso, ser compartilhado no feed do LinkedIn. Se você promoveu ou patrocinou um Story diretamente de sua página no Gerenciador de Campanhas, esses Stories pagos não vão aparecer no feed do LinkedIn, e precisarão ser recriados no Gerenciador de Campanha como um anúncio em vídeo ou imagens.

Enquanto pensamos no que virá a seguir, estamos focando em como podemos criar um formato de vídeo curto e interativo, que seja único para nossa plataforma e ajude você alcançar e engajar audiências no LinkedIn.

Em outro comunicado, Liz Li, diretora sênior de produto do LinkedIn, explicou que a empresa “assumiu que pessoas não queriam vídeos informais associados ao seu perfil, e esse caráter efêmero poderia reduzir o bloqueio que as pessoas têm na hora de postar”.

“Acontece que usuários desejam criar vídeos que falam sobre sua trajetória profissional de uma forma mais pessoal e destaquem sua personalidade e experiência”, disse Li. O que é uma forma polida de dizer que ninguém além do time de vendas de anúncio do LinkedIn pediu por isso.

Um comunicado de setembro de 2020, no qual o LinkedIn anunciou a liberação da ferramenta para os usuários após meses de testes, parece ter sido retirado do ar.

O LinkedIn Stories aparenta ter sido pouco usado e, pelo que se viu, sobreviveu basicamente de conteúdos irrelevantes de influencers de escritório e de posts estranhos ou bizarros feitos por contas aleatórias.

Assine a newsletter do Gizmodo


Provavelmente motivado pelo desespero de ser algo além de um repositório de currículos desatualizados, spams não solicitados, reflexões desinteressantes de executivos, o LinkedIn lançou ou testou uma série de novas funções nos últimos anos, incluindo mensagens de voz e chamadas ao vivo. Em 2021, a rede social começou a testar sua própria versão do Clubhouse, aplicativo de salas de conversa por áudio que alegou valor US$ 4 bilhões após um pico de popularidade durante a pandemia do coronavírus, mas que, desde então, só se afundou.