Cientistas fizeram uma descoberta bem bacana e especial para fãs de cultura pop em Montana, nos Estados Unidos: um mosquito fossilizado com um estômago cheio de sangue. Esse rapaz estava debaixo da terra havia 46 milhões de anos, e é um milagre que tenha permanecido por lá durante tanto tempo.

“O abdômen de um mosquito cheio de sangue é como um balão pronto para explodir. É muito frágil,”, explicou Dale Greenwalt, do Museu de História Natural de Washington à Nature. “As chances de não ter se desintegrado antes da fossilização era muito pequena.” Exatamente como em Jurassic Park! Isso também parece ser um tipo certo de mosquito, diferentemente da espécie que aparece no filme.

Mas não fique esperançoso demais. Isso faz o cenário de dinossauros de Michael Crichton um pouco mais realista, mas não significa que Jurassic Park pode se tornar realidade. O fato do DNA ter se desintegrado há milhões de anos significa que não há chance dos cientistas extraírem as informações necessárias para clonar um dinossauro. O abdômen do mosquito contém traços de ferro e porfirina, e um pouco de hemoglobina, mas isso não é o bastante. Por fim, o mosquito não foi encontrado em âmbar, e sim em sedimentos de xisto – não que isso mude a forma como o DNA é preservado.

Mesmo que isso não nos coloque dentro de um parque de diversões com dinossauros, não deixa de ser uma descoberta interessante. Não sabíamos que o sangue poderia permanecer tanto tempo dentro de um mosquito. Que outras surpresas podem estar escondidas em Montana? Talvez a garra de uma espécie desconhecida de velociraptor, um crânio gigante de Tiranossauro Rex, um triceratops? A única coisa que falta é o que precisamos para criar novos dinossauros. [Nature]