Preciso começar com uma confissão. Não acompanho o Gizmodo desde o começo. Tudo começou para mim em outubro de 2008, quando comecei a procurar lugares que poderia me informar sobre noticias de tecnologia e ao mesmo tempo não tivesse o maldito bloqueio da empresa. Acabei um dia lendo um link escrito “Gizmodo” bem ali no cantinho esquerdo inferior da pagina do Terra e pensei: “Mas que diabos é isso e porque está na pagina de tecnologia deles?”, por curiosidade, cliquei e vi o meu mundo se abrir pra uma série de dias que me fariam um dos geeks mais felizes do mundo.  

Quando comecei a devorar as noticias, esperar pelas novas era demais, então comecei a ler pra trás o que o Giz (adoro chama-lo pelo carinho que tenho por isso tudo) havia publicado, assim me sinto como se estivesse aqui desde o dia que ele foi pensado. Mas poxa, me deem um desconto, comecei com um atraso de um mês só, faço aniversário quase junto.

Sabe, é até difícil falar do que sinto pelo Giz, por todo o sentimento que tenho por esse site maravilhoso. Eu vejo o Gizmodo como uma casa, como uma escola, pois é aqui que vivo boa parte do meu dia. Além de ter me apresentado outros sites fantásticos como o HP Spot, Trendy House Pepsi, Jeito Speedy entre outros, foi aqui que conheci grandes amigos, gente que está aqui como comentarista desde o comecinho mesmo, como o Juan, Aline, Ligeiro, Thiagones, Sobrenada, Garciano, Caroleta, Arquimago e tantos outros que se fosse mencionar, seria mais fácil dar um Ctrl+C/ Ctrl+V na lista do Intense Debate. Mas além de todos os amigos comentaristas que viraram amigos, tem também os colaboradores que viraram amigos, como o Kevin e o Pedro Burgos – ou Boss, para os íntimos.

Como alguns comentaristas daqui, também já fui um colaborador direto. O pessoal aqui me deu a chance de escrever umas matérias bem comentadas da época "A.I" ou, Antes do Intense. Na verdade foram três matérias que tiveram boa repercussão, mas que infelizmente não pude dar continuidade por motivos que foram além da nossa vontade. De qualquer forma, apesar de hoje, não estar mais escrevendo pro Giz, ainda colaboro, na medida em que posso, indicando matérias, dando sugestões e trocando ideias. 

No final de tudo o que mais posso dizer do Gizmodo BR o meu e o seu Giz, a nossa casa tecnologia preferida? Não sei ao certo, porque se fosse abrir meu coração, poderia ficar dias aqui falando. Mas vou ressaltar mais algumas coisas. Coisas do tipo: gosto tanto do Giz que é a primeira coisa que vejo ao acessar a internet em qualquer lugar. É o Gizmodo que aparece primeiramente quando acesso o Opera, o IE, o Chrome e até o Dolphin HD no Milestone. Ah, falando no Milestone, lembrei de outra coisa que dá certa noção de como o Giz é importante pra mim. Eu só comprei o Milestone depois de ler uns dos tantos e maravilhosos reviews do Giz, principalmente o review emocionante e empolgante do Pedro, sobre ele. Foi tão bom que me convenceu de que valia a pena enfiar o pé na jaca e me endividar por muito tempo. Quem aqui ainda não passou por isso? Aposto que o Giz já foi culpado por deixar muita gente com os bolsos furados, afinal, tem até uma matéria pra indicar pra gente onde é melhor pra ficar mais pobre. 

Sei de uma coisa, apesar de não estar mais tão ativo nos comentários (o meu trabalho descobriu como bloquear só o intense, e comentar pelo Mile e osso pra bateria dele), eu não vivo mais sem o Gizmodo. Não vivo mais sem a amizade das pessoas que conheci aqui, não vivo mais sem sentir a dor de não poder comentar fervorosamente como comentava antes, mas o principal de tudo, não vivo mais sem desejar a todos que aqui estão, fazendo esse cantinho tão legal, tudo de bom e um grande sucesso. Que todos os dias de vida do Giz, sejam sempre de grandes realizações e que esteja sempre em crescimento e evolução. Sei que isso vai acontecer, graças a grande equipe que o Gizmodo tem. E que a galera da batuta, os maestros do site, sempre sejam essas pessoas maravilhosas para sempre. Obrigado por vocês estarem aqui, todo o dia me dando tanta alegria (e dividas).

* Fabrício Piccini é formado em Direito, tem 32 anos e foi "feito no Sul", mas nasceu em Brasilia, onde passou alguns anos. O torcedor do Inter mora em Porto Alegre com a esposa (com quem casou em 2007), onde trabalha no Banrisul. Nas horas vagas (as horas que não está comentando ou lendo o Giz) joga videogames e "planeja dominar o mundo (de uma forma agradavel e pouco dolorida)". Já fez teatro, artes marciais diversas (quase um Van Damme de 1,95m) e tem uma cadelinha Cofap que "tira uma onda louca pra máquina fotografica"