Parece que as pessoas com dispositivos Fire TV poderão ter acesso ao Disney+. O CEO da Disney, Bob Iger, confirmou a notícia na CNBC nesta quinta-feira (7). Ele anunciou que a empresa finalmente havia chegado a um acordo de distribuição com a Amazon.

Em outubro, havia rumores de que disputas publicitárias não resolvidas impediriam o serviço de streaming da Disney de estar na Fire TV. Especulava-se também que outros aplicativos da Disney, como ABC, ESPN e Disney Channel, também poderão sair em breve. De acordo com uma matéria do Wall Street Journal na época, a Amazon estava pressionando para vender “uma porcentagem substancial” de espaço publicitário como parte da iniciativa da empresa para garantir canais de receita adicionais fora do serviço em nuvem.

Ainda não está claro como as duas megacorporações resolveram essa questão, já que Iger não entrou em detalhes sobre esse novo acordo de distribuição na quinta-feira.

Com o acordo, a Amazon consolida sua plataforma Fire TV como uma das mais diversificadas em termos de compatibilidade. Ela também roda o Apple TV+ por meio do app Apple TV, já disponível na loja de aplicativos.

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“Acho que as pessoas ficarão extremamente satisfeitas”, disse ele na CNBC. Juntamente com a Amazon, a Disney também anunciou acordos de distribuição com Apple, Samsung, LG, Google e Microsoft.

Foi um grande dia de notícias para a Disney, e não apenas porque a megacorporação deixou de lado suas diferenças com a Amazon. Um relatório financeiro revelou que os gastos com o Disney+ até agora ficaram abaixo do orçamento, enquanto as receitas dos parques temáticos da empresa e de seu recente remake de O Rei Leão superaram as previsões para o trimestre, de acordo com uma matéria da Reuters.

A incursão da empresa do Mickey nas guerras de streaming deve ser lançada terça-feira nos Estados Unidos, Canadá e Holanda por US$ 6,99 por mês. No Brasil e nos outros países da América Latina, o cronograma da empresa diz que o serviço chegará no segundo semestre de 2020. Já na Europa, a expectativa é que ele seja lançado em março de 2020.

Embora seja anunciado como um serviço sem anúncios, no início desta semana, descobrimos que não é bem assim. Certos assinantes do Disney+ receberão uma oferta promocional para assinar o Starz após a inscrição, uma condição que a rede estipulou antes de devolver os direitos de vários filmes da Disney. Mas agora os usuários podem ver O Despertar da Força na Disney+. Ou seja, valeu a pena — quer dizer, depende do fã de Star Wars para quem você perguntar.

O Gizmodo Brasil pode ganhar comissão sobre as vendas. Os preços são obtidos automaticamente por meio de uma API e podem estar defasados em relação à Amazon.