Sabe aquele ditado popular sobre não dar asas a cobras? Ao que parece, alguns pesquisadores da empresa JSK Lab usaram a frase como inspiração na criação do robô aéreo Dragon. Ele pode alterar sua forma quando está no ar e ficar em uma configuração linear, semelhante a uma cobra.

Brincadeiras à parte, o equipamento, criado em parceria com a Universidade de Tóquio, possui este formato para se locomover em lugares fechados ou de difícil acesso, como passagens menores e estreitas, evitando os obstáculos, conforme você pode conferir no vídeo abaixo.

O drone desenvolvido normalmente voa no formato de um retângulo, mas tem 2 módulos com dobradiças que permitem que ele se estique, resultando em quatro módulos conectados em linha reta. Os pesquisadores dizem que, com base em cálculos analisados, em breve o robô poderá funcionar com até doze. A tecnologia Intel RealSense é aplicada no módulo de computação Intel Euclid, que oferece recursos para ajudar no controle e detecção de barreiras, como uma câmera de identificação de profundidade e sensores de movimento e localização.

Imagem mostra a localização dos recursos no DRAGON. Imagem: JSK Lab.

Um par de propulsores instalado em cada módulo faz que com que o equipamento flutue, ainda que de forma desengonçada. O sua movimentação pode ver em linha reta, no formato de um “L”, em zigue-zague e até em espiral. O mais bacana destas possibilidades é que o drone detém autonomia para se transformar quando houver limitações no espaço que precisa passar. O seu tempo de voo é de três minutos até que as baterias acabem.

Segundo informações fornecidas pelo estudo de todo este projeto, que foram divulgadas em 2018 apenas para pagantes do site, os seus desenvolvedores acreditam que o Dragon poderá mover objetos, pois a sua forma permite que ele se enrole neles para facilitar o carregamento, literalmente como uma cobra. No futuro, existe um plano para equipar o drone com garras em sua extremidades. Sim, garras, já que asas não parecem ser o bastante para essa cobra.