Lembra do Duolingo? O site, idealizado por Luis Von Ahn, um dos criadores do reCAPTCHA (guardem as pedras!), tem a premissa de traduzir a web enquanto ensina novos idiomas aos interessados. Agora, falantes de português podem aprender inglês.

O novo curso, lançado há alguns dias, já conquistou 14 mil alunos e se soma aos de espanhol, alemão e francês para falantes do inglês, e inglês para quem fala espanhol. Daqui a alguns dias a “mão oposta”, ou seja, o curso de português para quem fala inglês, será lançado. Com a proximidade da Copa e, em seguida, as Olimpíadas, Von Ahn espera que esse curso tenha bastante demanda — e na página do serviço no Facebook não é difícil encontrar pedidos de pessoas ávidas para falar o nosso bom e velho português.

No momento, o Duolingo ainda trabalha para aperfeiçoar as ferramentas que oferece. Os cursos, por exemplo, só vão até o nível intermediário — é preciso desenvolver recursos para aumentar o nível. A próxima meta é expandir o aspecto social, proporcionando mais interação entre os usuários.

O serviço de tradução, um dos pilares da ideia e o que deve proporcionar rentabilidade ao site, será aberto ainda em outubro, a princípio apenas para conteúdo licenciado sob Creative Commons. Com o passar do tempo, o Duolingo oferecerá serviços de tradução para conteúdo proprietário, cobrando um valor abaixo da média do mercado por isso e prometendo resultados melhores que os obtidos por ferramentas de tradução automática, como o Google Tradutor.

Outra investida grandiosa é uma parceria com a Wikimedia Foundation para traduzir artigos da Wikipedia. Antes, porém, Von Ahn quer testar bem o sistema. “As traduções que estamos fazendo agora são ainda um teste para as coisas que vamos postar na Wikipedia. Não quero correr o risco de publicar lá algo que esteja errado. Seria muito ruim para nós,” disse.

O Duolingo recebeu recentemente um investimento de US$ 15 milhões da iniciativa privada e espera chegar a um milhão de usuários até o fim do ano. Os próximos idiomas que entrarão no serviço são o italiano, em novembro, e o chinês mandarim, ainda sem data definida. O serviço é bem bacana, as lições são dadas em um ritmo tranquilo e, se você preferir, não precisa traduzir nada para aprender um novo idioma. Faz um tempo que falamos dele, e estamos curiosos: você tem usado o Duolingo? Acha que a proposta de mesclar aprendizagem com tradução colaborativa pode funcionar? [Folha]