Historicamente, não há país mais conectado à história dos robôs do que o Japão. Eles estão em desenhos, seriados, no cinema e, claro, na vida real do país, em fábricas, lojas e afins. Hoje, a Reuters levantou a questão: se existem tantos robôs inteligentes no Japão, capazes de dançar, cantar e até pensar, por que eles não estão ajudando a conter a crise nuclear?

Na verdade, um robô pelo menos está ajudando. Segundo um cientista, há um robô especializado em detecção de radiação perambulando por Fukushima. Porém, a posição oficial é que nenhuma máquina inteligente está sendo utilizado na tarefa. Por que isso? Enquanto o Japão está preocupado com outras sérias questões, o engenheiro sul-coreano Kim Seungho, que desenvolveu os robôs de emergência das usinas coreanas, comenta que a data de construção das usinas de Fukushima podem explicar a ausência — criadas na década de 70, seu design não foi pensado para robôs andarilhos atuais.

Já na parte além do reator, o site Asahi afirma que um de 600 quilos, que mais parece um pequeno tanque, está sendo utilizado para medir as doses de radiação dos locais mais afetados. O robô, que ainda estava em fase experimental de uso, consegue ser controlado à distância em um raio de até 1,1 quilômetro. Após a manutenção dos reatores, o país provavelmente usará robôs para limpeza nuclear — algo que os acidentes de Chernobyl e Three Mile Island já utilizaram no passado.

Apesar de os robôs de hoje não serem exatamente como nós, humanos, imaginamos há 50 anos atrás, a inteligência artificial continua evoluindo e criando máquinas para nos ajudar. Só não sabemos exatamente quando elas estarão prontas para nos ajudar em larga escala em situações assim. [Reuters via Boing Boing]