Ele checa o telefone e vê que são quase duas, e vai se ferrar. Mas sério, sempre me perguntava como que Eduardo e Mônica podiam dar certo. O Eduardo gostava de novela, tava na aula de inglês, jogava futebol de botão e tal, era meio molecão. E a Mônica sempre me pareceu meio chata. Queria ver filme do Godard, gostava de Rimbaud, magia e meditação. Só faltava ela ser Mac e ele PC, ou vice-versa. Mas, talvez por ter escrito a música em 1985, Renato Russo esqueceu de uma coisa em comum que os aproximava: ambos preferiam o Android.

http://youtu.be/gJkThB_pxpw

Pelo menos foi o que eu entendi desse clipe-trailer para o filme que deve estrear este ano. O merchan da Vivo, com direito a Defy, Galaxy Tab, e um Android do futuro que não parece ter evoluído muito, chega a ser bizarro de tão literal (em termos de clipe literal, prefiro Take on Me). É óbvio que, como comercial dentro do filme, rolam umas forçações de barra: é engraçado ver a Mônica, estudante de medicina, alternando entre um Raio-X e um “anatomia em inglês para crianças”. Mas estou sendo chato. Como brasiliense, cansei de ouvir – e tocar para as menininhas – a história de amor dos dois, e estou morbidamente curioso pela adaptação da obra legio-urbanística para os tempos modernos. E feliz porque as pessoas agora finalmente vão entender que “camelo” é uma gíria que 4 pessoas do DF usavam para designar bicicleta.

UPDATE: Como notaram nos comentários e nos informa o Brainstorm#9, ESTE é o filme Eduardo e Mônica, e ele não vai virar um longa como Faroeste Caboclo. Me senti enganado, e acho que a Vivo não deveria brincar com um Peixes de ascendente em Escorpião.

[via Interney]