Desde o filme “A Rede Social”, Eduardo Saverin ficou mais famoso do que já era. De lá para cá, a história de Zuckerberg passando a perna no sócio e cofundador do Facebook foi escancarada, a empresa entrou na NASDAQ valendo bilhões, e o brasileiro entrou numa enorme polêmica envolvendo sua decisão de renunciar à cidadania americana. O problema de tudo isso é que Saverin, que mora em Cingapura, sempre se esquivou dos holofotes, o que dava mais margem para especulações. Agora, ele finalmente saiu de trás da cortina e concedeu entrevista à Veja, que o estampa na capa desta semana.

A entrevista dada a Fábio Altman, que foi recebido na casa de Saverin, em Cingapura, é mais um demolidor de exageros sobre a vida do investidor. Como ele ficou mais conhecido como “o Saverin do cinema”, interpretado por Andrew Garfield, é natural pensar em uma vida cinematográfica, com notebooks arremessados contra Zuckerberg após a traição ou até mesmo um harem de virgens do oriente. A realidade, como sempre, é mais simples e menos exagerada: a traição foi muito mais clara em emails do que ao vivo, e Saverin diz que “só posso falar bem de Mark; não tenho ressentimento algum”.

Enquanto comenta sobre suas investidas em diversas startups, sobre as viagens frequentes e até sobre a renúncia à cidadania americana — “A decisão foi apenas baseada no meu interesse em trabalhar e viver em Cingapura (…) Sou obrigado e pagarei centenas de milhões de dólares em impostos ao governo americano” — o que fica claro é que a vida de Saverin parece menos agitada e caótica do que se pinta. Segundo o próprio, sua vida é simples, e o fato de ele ter participado da criação da atual maior rede social do mundo não é algo tão grandioso assim: “Todos, sempre, acabamos fazendo alguma coisa”. [Veja]