Afuá, uma cidadezinha com pouco mais de 35 mil habitantes no Pará, não permite o uso de carros e motos em suas ruas. Isso não impediu que veículos com DVD, marcha e outros cacarecos invadissem o local: surgiram as bicitáxi, bicicletas modificadas, fundidas e tunadas para transportar a população.

A folia das bicicletas modificadas começou em 1995, quando Raimundo Gonçalves fez sua primeira obra, para dar mais conforto aos passageiros de sua “bicitáxi”. Ele começou humilde, com três rodas, e criou uma febre na cidade: como na foto acima, em que duas bicicletas criam praticamente um carro, os moradores agora gastam até 10 mil reais fazendo seus modelos.

A de Manoel Lobato, por exemplo, tem tela para exibir DVDs e é usada para tirar um trocado no fim de semana. As modificações são tão profissionais que o transporte pode ser confundido com um carro — mas um dos modificadores explica que há uma diferença bem importante: “só falta o motor”. Se oficinas de carro eram um péssimo negócio, a moda fez surgir incontáveis oficinas de bicicletas, prontas para criar um bicitáxi tunado e irado. Confira mais fotos e informações no G1, que continua passeando pelo norte e nordeste do Brasil e explorando a tecnologia do país. [G1]