Fundada por Elon Musk, a empresa Neuralink, focada no setor de implantes cerebrais está sendo acusada submeter macacos a “sofrimento extremo” durante experimentos com chips celebrais nos animais. Ao todo, cerca de 15 macacos teriam morrido durante os testes.

A denúncia de maus-tratos está sendo feita por uma organização dos Estados Unidos que trabalha em prol dos diretos animais. O grupo diz que apresentará uma queixa oficial ao Departamento de Agricultura dos EUA.

Fundada em 2016, a Neurolink começou a trabalhar com os macacos no ano seguinte, em 2017 e foi assim até 2020. Nesse período, segundo as denúncias, foram submetidos aos testes 23 animais e 15 deles teriam morrido durante os experimentos.

“Praticamente todos os macacos que tiveram implantes colocados na cabeça sofreram efeitos de saúde bastante debilitantes”, disse Jeremy Beckham, diretor de defesa da pesquisa do Comitê de Médicos para Medicina Responsável.

No relatório da queixa feita pelo grupo, contém exemplos de acontecimentos com os macacos durante os experimentos. Em um deles, um macaco teve buracos perfurados em seu crânio e eletrodos implantados em seu cérebro, então supostamente desenvolveu uma infecção sangrenta na pele e teve que ser sacrificado.

Em outro caso, um macaco foi encontrado sem alguns de seus dedos das mãos e dos pés “possivelmente por automutilação ou algum outro trauma não especificado”. No laudo, a causa da morte está apenas como “procedimento terminal”.

Após as acusações formais, a organização exige que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — órgão responsável pela regulamentação de pesquisa com animais no país — investigue os experimentos da universidade e da Neuralink.

Até o momento, a Neuralink não se pronunciou sobre as denúncias de maus-tratos aos macacos durante os experimentos da empresa. Vale relembrar que recentemente, a startup de Elon Musk avisou que começará a testar chips cerebrais em humanos ainda em 2022.