Nós já falamos por aqui sobre malware no Android, e mostramos que o Google, quando notificado, age rápido para acabar com o app malicioso – eles podem até remover o app dos aparelhos, não só do Market. Mas empresas de segurança estão alertando sobre um aumento gigantesco de malware no Android. Isso é aviso de amigo ou apenas paranoia? Para Chris DiBona, gerente de produtos open source do Google, essas empresas de antivírus “são charlatãs e scammers”, e “estão brincando com seus medos para tentar lhe empurrar programas inúteis de proteção”.

Primeiro, vale lembrar a diferença entre vírus e malware. O malware é qualquer software malicioso e pode tomar várias formas, como trojans, worms, spyware e, claro, vírus. O vírus é um programa de computador que consegue se replicar e se espalhar de um dispositivo para outro.

Em plataformas móveis, vírus não dão certo, diz DiBona: “nenhum grande celular tem um problema de vírus no sentido tradicional do Windows e alguns Macs” devido, por exemplo, ao sandboxing – que limita o acesso a partes privilegiadas do sistema. Ele afirma que “um vírus que talvez funcione em um dispositivo não vai se espalhar magicamente para outro”.

Mas, como lembra a Kaspersky, o maior problema do Android não é vírus, são os trojans. Trojans não conseguem se replicar, mas conseguem roubar informações do aparelho infectado – e à medida que levamos mais informações em nossos celulares, esta parece ser uma ameaça real. Mesmo assim, a Kaspersky diz que programas anti-malware para Android “ainda não são uma necessidade como são nos PCs”. Se você quiser um anti-malware, recomendamos o gratuito e confiável Lookout – empresas como AVG, McAfee e a própria Kaspersky cobram caro por soluções semelhantes.

O que fazer para evitar malware no Android? Primeiro, evite certos tipos de apps, como papéis de parede ou mulheres nuas – esses geralmente estão infectados. Segundo, quando você procurar apps usando a busca do Market, escolha sempre a opção mais popular: um app chamado “Angry Birds” com menos de 50 downloads é cilada. Terceiro, preste atenção às permissões do app: desconfie se apps simples quiserem acessar áreas privadas, como SMS ou seu histórico de navegação. Basta bom senso. [Chris DiBona via CNET via Gemind]

Imagens por Kaspersky e Symantec