O MP decidiu investigar o caso após uma denúncia de usuário no Distrito Federal. Segundo o promotor Paulo Binichenski, duas das quatro operadoras do DF se utilizam da prática — mas o nome delas não foi revelado. A tática é simples: se ligações entre a mesma operadora são gratuitas, as operadoras ganham mais com as ligações entre outras redes, onde a cobrança é maior. Ao não informar se a operadora do número discado é de sua própria rede, o usuário não sabe ao certo para qual está ligando, e pode acabar gastando mais.

Apesar de a Anatel não ter nenhuma recomendação específica para o caso, o Código de Defesa do Consumidor preza o máximo possível de informação em prol do usuário, segundo o MP. E, convenhamos, essa informação pode ser importante para economizar e não se assustar no fim do mês. O resultado do inquérito sai de 30 a 60 dias, e a expectativa é que as operadoras assumam o compromisso de informar mais (com o risco de lucrar menos). [G1]