Se você está cansado de cozinhar frango borrachudo ou ainda cru, pode haver uma nova solução. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Columbia demonstrou que vários tipos de lasers podem ser usados para cozinhar frango feito via impressão 3D por completo, sem efeitos adversos no sabor da comida.

As descobertas são a etapa mais recente no progresso do laboratório, rumo à digitalização no processo de cozimento. A equipe preparou o frango em cima da mesa, sem necessidade de levá-lo ao forno ou fogão convencional. OS resultados foram publicados este mês na revista científica Science of Food.

“Cozinhar é essencial para o desenvolvimento de nutrição, sabor e textura em muitos alimentos. Nos perguntamos se poderíamos desenvolver um método com lasers para controlar precisamente esses atributos”, diz Jonathan Blutinger, engenheiro da Universidade de Columbia e principal autor do artigo, em um comunicado à imprensa da universidade.

Depois de misturar o frango com purê e imprimir camadas finas em várias formas, a equipe expôs a carne a luz laser azul (infravermelho próximo e infravermelho médio). A equipe descobriu que os diferentes tipos de luz cozinhavam os alimentos de maneiras diferentes: os lasers azuis são melhores para cozinhar dentro do frango, enquanto a luz infravermelha é melhor para dourar a superfície.

Os alimentos cozidos a laser ficaram mais úmidos e encolheram menos do que os grelhados no forno, relatou a equipe. Todos que experimentaram preferiram a carne cozida a laser ao invés do frango cozido convencionalmente.

Além disso, os lasers podem cozinhar alimentos por meio de plásticos, o que significa que a equipe pode cozinhar alimentos ainda dentro da embalagem.

A pesquisa saiu do laboratório de Máquinas Criativas da Universidade de Columbia, local onde engenheiros ficaram anos manipulando impressoras 3D como meio de preparar comida. Eles começaram com massa de biscoito e outros alimentos que são “fáceis de fazer extrusão através de um bico”, como Blutinger diz em uma apresentação de 2017.

Blutinger estipula que, no futuro, os consumidores poderão colocar seus dados biométricos ou dados do genoma nessas impressoras de alimentos, que poderiam personalizar as refeições para o gosto adequado.

Hod Lipson, um engenheiro mecânico da Columbia que lidera o laboratório Creative Machines (e co-autor da pesquisa), disse no mesmo comunicado que a tecnologia ainda não é poderia ter maior escala.

“Precisamos de um software de alto nível que permita quem não sabe programar ou desenvolver softwares para projetar os alimentos que desejam. Precisamos de um lugar onde as pessoas possam compartilhar receitas digitais, da forma que compartilhamos música”, diz.

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Além da tecnologia e dos desafios de dimensionamento, pode levar algum tempo para que as pessoas se sintam confortáveis ​​com uma nova forma de cozinhar. Afinal, algumas pessoas têm um relacionamento sério com seus fogões a gás e panelas de pressão.