Pelo menos nos Estados Unidos, já podemos cravar com total certeza: o e-book veio para ficar e está acabando com o reinado do papel. Os números publicados pela Association od American Publishers revelam que os livros digitais tiveram receita de U$90,3 milhões em fevereiro, ou o triplo da receita no mesmo mês em 2010. Enquanto isso, os livros físicos perdem espaço em todas as categorias.

Dentre todas as categorias analisadas pela associação, que vão de livros infantis aos best-sellers de capa dura, os e-books foram os mais bem vendidos em fevereiro. O principal avanço surgiu nas áreas de títulos comerciais, que juntam os livros infantis e adultos. Com a invasão do digital, os livros físicos perderam 34% do mercado adulto e 16% do infantil. A diferença entre os dois mercados em um ano também diminuiu bastante: comparando os meses de janeiro e fevereiro do ano passado com os de 2011, a receita total dos e-books cresceu 169,4%, enquanto os livros de papel perderam 24% de faturamento.

Podemos dizer com todas as letras: a Amazon e seu Kindle venceram. Trouxeram o livro digital para o público comum em um aparelho simples e barato no país, criaram concorrência de outras livrarias, como a Barnes % Noble, e incentivam a leitura digital. Por aqui, o cenário não mudou muito desde nossa análise no ano passado: apesar de algumas tentativas de distribuição de conteúdo, os e-readers não deslancharam. Curiosamente, tablets começam a surgir como a saída para revistas e editoras — o Xoom, por exemplo, firmou parceria com a editora Abril, a Folha de São Paulo e com a Livraria Saraiva para vender conteúdo exclusivo. Tudo indica que nosso delay em relação à tecnologia dos e-readers fará com que ele sequer exista efetivamente por aqui. [Engadget]