Distribuição digital de games. Já ouviu falar? É algo grande. Importante. Tem empresas fazendo muito dinheiro com isso. Mas lá fora. Aqui no Brasil? Aqui no Brasil é aquela coisa.

Recentemente um leitor (valeu, Rodrigo!) mandou para nós um email dando a dica: o site do Extra está vendendo jogos por download. Isso me lembrou que o Ponto Frio também está fazendo isso há alguns meses. Mas dê uma olhada nos sites. A oferta é péssima, e os preços são comparativamente um assalto. Por outro lado temos o Atrativa, que parece ter preços e modelos de assinatura menos ofensivos, mas aí fica só nos joguinhos super casuais.

Compare com o que se tem lá fora (não apenas nos EUA): Greenhouse, Direct2Drive, Amazon, GameTap, Impulse e, claro, Steam — só para ficar nos mais populares. Tem até coisas mais de nicho, como o excelente Good Old Games, que retrabalha jogos mais antigos para funcionar em computadores modernos, joga uns materiais promocionais junto e vende isso por download para os nostálgicos.

Qual a lógica? Infraestrutura não pode ser o problema. E a oferta poderia ser facilmente melhorada se as lojas fossem atrás dos ótimos títulos independentes, cujos desenvolvedores querem mais é colocar o seu jogo para vender no maior número de lugares possível. Por que o Ponto Frio e o Extra não têm Aquaria, Zeno Clash, World of Goo, And Yet it Moves, Gish, Braid, Darwinia e tantos outros?

Enquanto isso, o que temos são serviços pouquíssimo atraentes, direcionados aos incautos que não sabem que existe coisa melhor a um mero cartão internacional de distância — e nem venha com essa: um cartão internacional com limite baixo não é algo difícil de conseguir para quem tem mais de 18 anos. Fica a amarga impressão de que o que temos no Brasil é só um "esquenta-banco" para quando algum peso pesado como o Steam resolver fazer negócios em Real (o que inevitavelmente acontecerá). A dúvida é: será que ainda demora muito?