Eu ignorei profissionais de ergonomia de computador a minha vida computacional inteira, mas neste último inverno (lembrando que nos EUA é inverno quando aqui é verão) eu tive uma dor na parte de baixo das minhas costas que não passava de jeito nenhum. Em vez de dar ouvidos aos “peritos”, eu segui o conselho de um antigo espadachim.

Guardas samurais costumavam se sentar em uma posição ajoelhada, com um joelho para cima e outro joelho no solo. A instabilidade da posição, que exigia um reequilíbrio constante, junto com a ligeira sensação de dor no joelho que fica em contato com o chão, a tornava ideal para longos turnos sem muita movimentação. A posição mantinha as pessoas acordadas, que ficavam atentas e preparados, assim estariam prontos para quando os ninjas filhosdaputa finalmente aparecessem. É como um substituto em uma única coisa para cadeira e café.

Eu descobri que, fisiologicamente, ela também é uma excelente alternativa à posição sentada, na qual as costas, os glúteos e o pescoço da pessoa estão constantemente esticados e os flexores do quadril e o abdome ficam constantemente comprimidos, porém sem uso. Desta maneira, eu estico uma perna por vez. A ajoelhação também mantém os meus olhos no nível da tela de um laptop e a mesa relativamente muito alta para me debruçar sobre ela (o que me faria ficar com uma postura relaxada). Eu não fico muito cansado, já que eu posso descansar o meu peito contra a mesa quando preciso.

Ao longo do dia, eu sento numa daquelas bolas de exercício também, mas eu nunca me sinto melhor do que quando estou na posição sentada. Os espadachins também eram capazes de sacar suas espadas nesta posição de forma a encarar os atacantes vindo pela frente e por trás. Eu só troco os meus joelhos a cada tantos e-mails. Só caso os ninjas apareçam, sabe. [Iaido, imagem de]

* Esta postura funciona pra mim, mas eu não sou um perito em ergonomia, é óbvio.