O primeiro pouso da espaçonave Hayabusa2 no asteroide Ryugu está previsto para esta semana. Se for bem-sucedida, a nave irá disparar uma bala contra a rocha para capturar amostras e trazê-las de volta à Terra.

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) está no meio da preparação para a aterrissagem da sonda e recriou o asteroide e a bala aqui na Terra para praticar, de acordo com um comunicado de imprensa. Isso vem depois de um atraso no pouso planejado, após os cientistas perceberem que a composição do asteroide era diferente de suas expectativas.

Os cientistas japoneses esperavam encontrar um “regolito em pó” no asteroide, segundo o comunicado. Porém, quando os rovers MASCOT e MINERVA-II1 lançados pela Hayabusa2 rondaram a superfície, descobriram que ela estava, na verdade, coberta por pedaços de cascalho de um centímetro de tamanho. A equipe atrasou o pouso da sonda para garantir que o seu mecanismo de coleta ainda funcionasse nos grãos maiores do que o esperado.

Cascalhos projetados para simular o Ryugu. Foto: JAXA

Os testes dos pesquisadores envolveram atirar um projétil semelhante de cinco gramas feito do elemento tântalo em uma pilha de cascalho dentro de uma câmara de vácuo a 300 metros por segundo. Felizmente, esses testes revelaram que a bala se partiria e liberaria material suficiente do tamanho certo para a Hayabusa2 recolher amostras.

O comunicado da JAXA aponta que a equipe realizou os testes sob gravidade terrestre e que, nas condições de microgravidade do asteroide, ainda mais rocha seria liberada.

A Hayabusa2 foi lançada em 2014 para ir até o asteroide Ryugu coletar amostras da rocha. Ela é a sucessora da problemática — mas, em última análise, bem-sucedida — missão Hayabusa e se junta à OSIRIS-REx, da NASA, como uma das duas missões que atualmente exploram asteroides próximos à Terra.

Se tiver sucesso, a Hayabusa2 irá recolher três amostras da superfície de Ryugu e trazê-las numa cápsula à Terra em Dezembro de 2020.