Como a computação cognitiva pode levar a diagnósticos mais precisos e ajudar na busca por novos tratamentos para o câncer

selo_apresentado_interna1

Curar doenças, viver mais e melhor sempre foram objetivos da humanidade. Com a terceira era da computação, agora temos como aliados assistentes clínicos que ajudam médicos a oferecer diagnósticos mais precisos, criar dietas e treinamentos físicos personalizados e buscar a cura para doenças para as quais ainda não temos cura, em especial, o câncer.

O maior representante da era da computação cognitiva é o IBM Watson. Essa tecnologia que é facilmente acessível pela nuvem e tem APIs para integração em diversas aplicações, obedece a comandos de voz em linguagem natural e oferece rápido acesso a dados sobre todo tipo de enfermidade, além de ainda gerar comparações entre elas automaticamente.

De acordo com a The Rand Corporation, entidade que desenvolve pesquisas para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, menos de 50% das decisões médicas atuais são baseadas numa quantidade padrão de evidências clínicas. Com o auxílio de tecnologias criadas a partir do IBM Watson no consultório, o cenário pode mudar completamente. Essa parceria entre humano e máquina torna qualquer médico o melhor especialista do mundo na sua área.

Além disso, o IBM Watson pode ajudar os médicos a atuar na prevenção de doenças, deixando os especialistas mais livres para atender casos que demandam maior cuidado e atenção.

O maior desafio do IBM Watson hoje é também um dos maiores da medicina atual: descobrir tratamentos mais eficazes e até mesmo a cura do câncer. A doença matou 8,2 milhões de pessoas em 2012, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Com a capacidade de interpretação de mais de 40 milhões de documentos médicos em apenas 15 segundos, o IBM Watson está preparado para lidar com a explosão de dados médicos, que dobrarão a cada 73 dias até 2020.

>>>> O IBM Watson já está em nossas vidas

Atualmente, os pacientes recebem tratamento com base na localização do tumor. O problema com essa estratégia é que ela não leva em conta as mutações genéticas, que é um segundo e importante parâmetro de variação da doença. O IBM Watson analisa as mudanças no DNA de cada pessoa para ajudar na recomendação de tratamentos personalizados mais eficazes para os mais de 100 tipos de câncer conhecidos. Para isso, a IBM trabalha em conjunto com o New York Genome Center, um consórcio de escolas de medicina e hospitais de Nova Iorque. No total, a empresa tem parcerias com 14 instituições de combate ao câncer.

Além do tratamento de doenças, a computação cognitiva pode nos fazer viver com mais saúde. Sabe a Fitbit e todas aquelas pulseiras e relógios inteligentes que geram dados sobre os seus exercícios físicos ao longo do dia? O IBM Watson também pode estudar esses dados e, junto com informações sobre a alimentação e as condições gerais de saúde, ele pode criar planos de exercícios físicos adaptados para cada pessoa. Nada mais de recorrer a treinos genéricos para ser mais saudável ou precisar contratar personal trainers de elite para entrar em forma com saúde.

O IBM Watson é uma plataforma que usa a inteligência artificial e fica melhor a cada dia graças à tecnologia chamada Deep Learning. Ele aprende conforme analisa informações. É por isso que a IBM comprou a empresa americana Merge Helthcare, uma aquisição que trouxe consigo mais de 30 bilhões de imagens médicas de mais de 7.500 hospitais e clínicas dos Estados Unidos. Tanto registros clínicos quanto estudos científicos servem de base para o IBM Watson analisar diagnósticos e buscar soluções melhores para todo tipo de doença.

Fora o câncer e a gripe, outro exemplo de problema que a IBM busca solucionar é a esquizofrenia, um distúrbio cerebral que faz com que o indivíduo interprete a realidade de maneira incomum. Falando apenas do Brasil, mais de 150 mil pessoas por ano são diagnosticadas com a doença, que tem causas ainda desconhecidas.

A IBM tem mais de 500 parcerias com empresas e startups do setor de saúde e mais de 80 mil desenvolvedores já baixaram e testaram o uso do IBM Watson, que tem APIs para integração da sua tecnologia em novos aplicativos. Ou seja, cedo ou tarde, você pode ter em mãos um app de saúde cujo motor é essa tecnologia incrível acessível pela nuvem. Se quiser, você já pode baixar o Nutrino, disponível para Android e iOS. Esse app fornece dicas para o seu cardápio diário, baseando-se nos seus objetivos e gostos culinários, necessidades alimentícias, assim como em dados obtidos por meios de dispositivos vestíveis.

Com isso, fica claro que a ideia da IBM com o IBM Watson, muito mais do que ganhar programas de perguntas e respostas na TV americana, é melhorar a saúde humana colocando os dados para trabalhar em prol de todos nós.