Paul Priestman, o designer dos famosos trens Virgin Pendolino da Inglaterra, pensa que seu país precisa de um novo ícone dos transportes, um desses que mantenha o legado do Rolls Royce e do Concorde. Sua ideia? Mercury, o trem de dois andares.

Priestman está disposto a convencer a Inglaterra de que trens com alta velocidade e tecnologia, como o Mercury, são a chave para ter transportes sustentáveis, com baixo uso de carbono, além de revigorar a indústria inglesa. E, assim como foram os Roll Royce e os Concordes, o Mercury seria o encontro da engenharia de primeira com o luxo total.

O trem de dois andares com 400 metros — possivelmente o primeiro do país — viaja a 360 km por hora, graças ao seu bico extendido que é "um dos mais extremos do mundo". Ele abriga assentos para viajantes comuns com sistema de entretenimento, além de cabines privadas. E ainda há uma área de lazer para crianças e um bar com lounge para as crianças mais crescidinhas. 

Mas para Priestman, não é o caso de apenas transportar pessoas a 360 km por hora com lazer e entretenimento embutido; ele vê o Mercury como uma "oportunidade crucial para coroar o design e a engenharia britânica no meio de uma crescente e competitiva economia global." OK, mas eu ainda vejo essa ideia como uma chance de dar uma volta rápida pela Inglaterra com lazer e tudo. E se aquele trem-bala que farão no Brasil, para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, for assim, minhas visitas às praias cariocas aumentarão bastante (mentira, já que isso custaria os olhos da cara). [Priestmangoode via Dezeen]