As especificações técnicas do Google Glass, e as regras que seus apps deverão seguir

O Google divulgou as especificações oficiais do Google Glass, e também as diretrizes que os apps feitos para a plataforma deverão seguir. Os óculos futuristas vêm com 16GB de memória flash (apenas 12GB serão utilizáveis​​), câmera de 5 megapixels para fotos, gravação de vídeo em 720p, Bluetooth, Wi-Fi b/g (sem Wireless-N talvez para economizar energia), […]

O Google divulgou as especificações oficiais do Google Glass, e também as diretrizes que os apps feitos para a plataforma deverão seguir.

Os óculos futuristas vêm com 16GB de memória flash (apenas 12GB serão utilizáveis​​), câmera de 5 megapixels para fotos, gravação de vídeo em 720p, Bluetooth, Wi-Fi b/g (sem Wireless-N talvez para economizar energia), e uma bateria que aguenta “um dia inteiro de uso típico”.

No entanto, o Google não menciona nada sobre o microfone ou o touchpad lateral, necessários para controlar o Glass – seja tocando no touchpad, ou usando sua voz.

É claro que, em um produto como o Google Glass, as especificações não revelam o quanto nós realmente vamos usá-las – tudo depende de como os apps serão feitos e utilizados por quem comprar o dispositivo. Com isso em mente, eis os detalhes sobre o Google Glass:

O app já está disponível na Play Store, mas só pode ser instalado nos EUA e só funciona com o Glass.

Os apps e suas regras

Nós já vimos como serão alguns apps para o Glass, como New York Times, Evernote e os do próprio Google. Agora foram divulgados os recursos – e as regras – para criá-los.

Os apps são, basicamente, webapps. Eles usam HTML e JSON (padrão derivado do JavaScript) para exibir textos, imagens, vídeos e mais. E como eles em geral trarão informações da web, o Glass precisa estar conectado à internet – seja via Wi-Fi, seja usando o 3G do seu celular via Bluetooth.

A API já estreia com um guia de design para os apps, que traz quatro diretrizes:

Para evitar uma possível “fragmentação” visual entre um app e outro, e para garantir que os apps serão consistentes, o Google fornece modelos de interface para eles. Você pode conferir aqui alguns desses modelos, que lembram um pouco os cartões do Google Now.

E, pelo menos no início, o Google proíbe qualquer tipo de propaganda ou cobrança nos apps, e proíbe que você distribua o app fora dos canais oficiais do Google. Entre diretrizes de design e estas regras, o Glass começa de forma bem mais restritiva que o Android. Na verdade, o Google nunca descreveu o Glass como “aberto”.

Isso deve mudar no futuro: afinal, os desenvolvedores precisam ganhar dinheiro de alguma forma, então anúncios ou apps pagos devem ser inevitáveis. Mas as medidas até que fazem sentido, pelo menos agora: é preciso estabelecer uma série de regras ao criar o caminho para um gadget totalmente novo como o Glass.

O guia para desenvolvedores do Glass está no link a seguir: [Google Developers via The Verge; Google Glass FAQ via 9to5Google]

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